PF: Sanção dos EUA prejudicou ação contra operador do PCC
Diretor da PF afirma que operação contra Victor Shimada teve que ser adiantada depois de alerta público emitido pelos EUA
Anita Prado
03/07/2026, 15:59 • Atualizado em 03/07/2026, 15:59
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A Polícia Federal teve que antecipar para esta sexta-feira (3) a operação Exchange, que tem como principal alvo o suposto operador financeiro do PCC (Primeiro Comando da Capital) Victor Shimada, devido ao alerta público emitido pelos Estados Unidos na quarta-feira (1º) colocando-o como alvo de sanções. Shimada não foi encontrado até o momento e é considerado foragido pela PF, que acredita que sua atuação foi prejudicada pela divulgação das sanções contra o brasileiro pelo governo Donald Trump.
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Essa avaliação foi feita por Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, e Dennis Cali, diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da instituição, em encontro com jornalistas nesta sexta.
"A sanção dos Estados Unidos alterou nossa ação. Houve um prejuízo à investigação", disse Rodrigues. "Houve entendimento da equipe de São Paulo de cumprimento da medida agora por essa intercessão [dos Estados Unidos] de ontem, no momento que isso traz alerta às pessoas investigadas", completou.
Cali afirmou que Shimada foi preso pela PF em uma operação em 2024 e condenado em 2025. Segundo ele, a PF fez uma representação para a Justiça Federal em março, recebeu aval em 2 de junho e estava tentando localizar os alvos, tudo antes do alerta dos Estados Unidos.
"Por conta da sanção, tivemos que adiantar e deflagrar hoje. Tínhamos ainda questões operacionais relacionadas ao alvo, mas com o adiantamento na imprensa tivermos que adiantar [a operação]. [Shimada] é um operador financeiro", disse Cali.
De acordo com o diretor de investigação, Shimada atuava nos Estados Unidos, mas morava no Brasil, movimentando recursos tanto aqui como lá. Segundo a investigação, ele contava com a ajuda de Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, que também foi mencionada no alerta público dos EUA e foi presa pela PF na operação desta sexta.
Em nota, a defesa de Shimada diz que não teve acesso às decisões judiciais e que por isso qualquer manifestação seria precipitada no momento.
"Tão logo tenha acesso aos autos e às informações oficiais, a defesa realizará a análise técnica do caso e adotará as medidas jurídicas que entender cabíveis", afirma o advogado Yuri Cruz.
PF: Sanção dos EUA prejudicou ação contra operador do PCCDiretor da PF afirma que operação contra Victor Shimada teve que ser adiantada depois de alerta público emitido pelos EUABrasil2026-07-03T15:59:09.113ZA Polícia Federal teve que antecipar para esta sexta-feira (3) a, que tem como principal alvo o suposto operador financeiro do Victor Shimada, devido ao alerta público emitido pelos Estados Unidos na quarta-feira (1º) colocando-o como alvo de sanções. Shimada não foi encontrado até o momento e é considerado foragido pela PF, que acredita que sua atuação foi prejudicada pela divulgação das sanções contra o brasileiro pelo governo Donald Trump. Essa avaliação foi feita por Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, e Dennis Cali, diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da instituição, em encontro com jornalistas nesta sexta. "A sanção dos Estados Unidos alterou nossa ação. Houve um prejuízo à investigação", disse Rodrigues. "Houve entendimento da equipe de São Paulo de cumprimento da medida agora por essa intercessão [dos Estados Unidos] de ontem, no momento que isso traz alerta às pessoas investigadas", completou. Cali afirmou que Shimada foi preso pela PF em uma operação em 2024 e condenado em 2025. Segundo ele, a PF fez uma representação para a Justiça Federal em março, recebeu aval em 2 de junho e estava tentando localizar os alvos, tudo antes do alerta dos Estados Unidos. "Por conta da sanção, tivemos que adiantar e deflagrar hoje. Tínhamos ainda questões operacionais relacionadas ao alvo, mas com o adiantamento na imprensa tivermos que adiantar [a operação]. [Shimada] é um operador financeiro", disse Cali. De acordo com o diretor de investigação, Shimada atuava nos Estados Unidos, mas morava no Brasil, movimentando recursos tanto aqui como lá. Segundo a investigação, ele contava com a ajuda de , que também foi mencionada no alerta público dos EUA e foi presa pela PF na operação desta sexta. Em nota, a defesa de Shimada diz que não teve acesso às decisões judiciais e que por isso qualquer manifestação seria precipitada no momento. "Tão logo tenha acesso aos autos e às informações oficiais, a defesa realizará a análise técnica do caso e adotará as medidas jurídicas que entender cabíveis", afirma o advogado Yuri Cruz. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/pf-sancao-dos-eua-prejudicou-acao-contra-operador-do-pcc
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