PF prende um dos alvos de sanção dos EUA por elo com PCC
Operação Exchange investiga lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. Stella Stefanie e outras 6 pessoas foram detidas; Victor Shimada é considerado foragido
Anita Prado, Emanuelle Menezes
03/07/2026, 10:32 • Atualizado em 03/07/2026, 17:27
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Polícia Federal deflagrou a Operação Exchange na manhã desta sexta-feira (3) | Divulgação/PF
A Polícia Federal realiza, nesta sexta-feira (3), uma operação para desarticular uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas. O SBT News confirmou que os principais alvos da operação são Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, os mesmosbrasileiros sancionados pelo governo dos Estados Unidosna quarta-feira (1º) por supostos vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
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Os advogados de Stella Stefanie afirmaram, em nota, que não tiveram acesso aos autos da investigação, "circunstância que impede qualquer manifestação técnica sobre o mérito dos fatos".
"A defesa reitera seu compromisso com o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa e informa que, tão logo tenha acesso integral aos autos, fará a análise técnica da investigação, adotará todas as medidas jurídicas cabíveis e se pronunciará de forma fundamentada", diz a defesa.
Em nota, a defesa de Victor Shimada também afirmou que não teve acesso às decisões judiciais. "Tão logo tenha acesso aos autos e às informações oficiais, a defesa realizará a análise técnica do caso e adotará as medidas jurídicas que entender cabíveis", diz.
Ao todo, mais de 50 policiais federais cumprem 13 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão temporária, expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo. As diligências da Operação Exchange ocorrem nas cidades de São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba.
De acordo com a investigação, o grupo utilizava um sistema estruturado para ocultar e movimentar recursos obtidos com o tráfico internacional de drogas. O esquema envolvia transferências ilícitas de criptoativos, transporte de dinheiro em espécie, operações bancárias de alto valor e repasses entre pessoas físicas e jurídicas.
A análise preliminar da PF identificou movimentações superiores a R$ 10 bilhões. A Justiça também determinou o sequestro de bens, valores e criptoativos dos investigados até o limite de R$ 10,4 bilhões.
Na quarta-feira (1º), o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou sanções contra Shimada, Stella e empresas ligadas aos investigados por suposta atuação em um esquema de lavagem de dinheiro associado ao PCC.
Segundo o governo norte-americano, Shimada seria responsável por movimentar mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos, utilizando criptomoedas para transferir dinheiro ao Brasil. Stella, de acordo com as autoridades americanas, teria prestado apoio logístico ao esquema, auxiliando na retirada de dinheiro em espécie e em outras operações financeiras.
Com as sanções, bens e ativos dos investigados que estejam em território norte-americano ou sob controle de pessoas nos Estados Unidos ficam bloqueados.
PF prende um dos alvos de sanção dos EUA por elo com PCCOperação Exchange investiga lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. Stella Stefanie e outras 6 pessoas foram detidas; Victor Shimada é considerado foragidoBrasil2026-07-03T10:32:50.469ZA Polícia Federal realiza, nesta sexta-feira (3), uma operação para desarticular uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas. O SBT News confirmou que os principais alvos da operação são Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, os mesmos na quarta-feira (1º) por supostos vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo a PF, Stella Stefanie e outras seis pessoas foram presas durante a operação. Já Shimada é considerado foragido. Os advogados de Stella Stefanie afirmaram, em nota, que não tiveram acesso aos autos da investigação, "circunstância que impede qualquer manifestação técnica sobre o mérito dos fatos". "A defesa reitera seu compromisso com o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa e informa que, tão logo tenha acesso integral aos autos, fará a análise técnica da investigação, adotará todas as medidas jurídicas cabíveis e se pronunciará de forma fundamentada", diz a defesa. Em nota, a defesa de Victor Shimada também afirmou que não teve acesso às decisões judiciais. "Tão logo tenha acesso aos autos e às informações oficiais, a defesa realizará a análise técnica do caso e adotará as medidas jurídicas que entender cabíveis", diz. Ao todo, mais de 50 policiais federais cumprem 13 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão temporária, expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo. As diligências da Operação Exchange ocorrem nas cidades de São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba. De acordo com a investigação, o grupo utilizava um sistema estruturado para ocultar e movimentar recursos obtidos com o tráfico internacional de drogas. O esquema envolvia transferências ilícitas de criptoativos, transporte de dinheiro em espécie, operações bancárias de alto valor e repasses entre pessoas físicas e jurídicas. A análise preliminar da PF identificou movimentações superiores a R$ 10 bilhões. A Justiça também determinou o sequestro de bens, valores e criptoativos dos investigados até o limite de R$ 10,4 bilhões. Sanções dos Estados Unidos Na quarta-feira (1º), o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou sanções contra Shimada, Stella e empresas ligadas aos investigados por suposta atuação em um esquema de lavagem de dinheiro associado ao PCC. Segundo o governo norte-americano, Shimada seria responsável por movimentar mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos, utilizando criptomoedas para transferir dinheiro ao Brasil. Stella, de acordo com as autoridades americanas, teria prestado apoio logístico ao esquema, auxiliando na retirada de dinheiro em espécie e em outras operações financeiras. Com as sanções, bens e ativos dos investigados que estejam em território norte-americano ou sob controle de pessoas nos Estados Unidos ficam bloqueados. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/pf-mira-alvos-sancionados-pelos-eua-por-ligacao-com-pcc
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