Motta diz que decisão judicial se cumpre e não cabe a ele qualificar ação de Moraes contra Bolsonaro
Presidente da Câmara comentou a pressão feita por parlamentares sobre a decisão de prisão domiciliar do ex-presidente e ameaças de obstrução
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Gabriela Vieira
05/08/2025, 21:52 • Atualizado em 06/08/2025, 02:01
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Hugo Motta encerra sessões na Câmara dos Deputados| Mário Agra/Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, disse nesta terça-feira (5) que não cabe a ele nem a ninguém qualificar a decisão do ministro Alexandre de Moraes em prender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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"Eu penso que o legítimo direito de defesa tem que ser respeitado, que é um direito de todos, mas que decisão judicial deve ser cumprida. Não cabe aqui nem ao presidente da Câmara, nem a ninguém estar comentando ou na minha avaliação, tentando avaliar ou qualificar essa ou aquela decisão. Há um processo, os advogados falam nos autos, o juiz da mesma forma, o que tem acontecido nesse processo inerente ao presidente Bolsonaro”, afirmou.
O presidente da Câmara participou nesta terça-feira (5) da inauguração do Hospital da Mulher em João Pessoa, em companhia do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. No evento, ele respondeu a perguntas sobre as ameaças do deputado Eduardo Bolsonaro, que sugere aplicação de sanções parecidas com a Lei Magnitsky - aplicada a Moraes - também contra os líderes da Câmara e do Senado. No entanto, Motta diz não ter "receio de qualquer colocação".
"Presidir a Câmara dos Deputados exige responsabilidade, há bônus e ônus. Sei do cargo que ocupo e seguirei agindo da maneira mais recomendável possível para que os interesses da população não fiquem em segundo plano”, acrescentou.
No X, o presidente da casa afirmou que tem acompanhado a situação em Brasília desde "as primeiras horas do dia de hoje".
Parlamentares de oposição no Congresso Federal fizeram uma manifestação pedindo anistia, impeachment de Açlexandre de Moraes e fim do foro privilegiado. Os opositores, em sua maioria do Partido Liberal (PL), dizem que a manifestação é "contra a censura".
"Determinei o encerramento da sessão do dia de hoje e amanhã chamarei reunião de líderes para tratar da pauta, que sempre será definida com base no diálogo e no respeito institucional. O parlamento deve ser a ponte para o entendimento", afirmou na rede social.
Ameaça do vice
Ainda, nesta terça, o vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes, disse que pautará anistia se Hugo Motta viajar. "Sempre busquei equilíbrio e diálogo. Sempre respeitei Motta, que tem a pauta na sua mão. Diante dos fatos, já comuniquei Motta que, no primeiro momento em que eu exercer a presidência plena da Câmara, quando Motta se ausentar do país, irei pautar a anistia”, afirma.
O ex-presidente da Câmara, Arthur Lira, também se manifestou no X dizendo que o Brasil precisa tratar melhor seus ex-presidentes. Em defesa de Bolsonaro, após Moraes impor prisão domiciliar, Lira diz que as medidas "são exageradas e acirram os ânimos em um país já polarizado que, na verdade, precisa de paz e estabilidade para progredir".
"Quando o ambiente é de insegurança jurídica e instabilidade política, a economia sofre. Quem pega essa conta é o povo. Quem perde é o Brasil", afirmou Lira.
Motta diz que decisão judicial se cumpre e não cabe a ele qualificar ação de Moraes contra BolsonaroPresidente da Câmara comentou a pressão feita por parlamentares sobre a decisão de prisão domiciliar do ex-presidente e ameaças de obstrução Política2025-08-05T21:52:42.032ZO presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, disse nesta terça-feira (5) que não cabe a ele nem a ninguém qualificar a decisão do ministro Alexandre de Moraes em prender o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). "Eu penso que o legítimo direito de defesa tem que ser respeitado, que é um direito de todos, mas que decisão judicial deve ser cumprida. Não cabe aqui nem ao presidente da Câmara, nem a ninguém estar comentando ou na minha avaliação, tentando avaliar ou qualificar essa ou aquela decisão. Há um processo, os advogados falam nos autos, o juiz da mesma forma, o que tem acontecido nesse processo inerente ao presidente Bolsonaro”, afirmou. O presidente da Câmara participou nesta terça-feira (5) da inauguração do Hospital da Mulher em João Pessoa, em companhia do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. No evento, ele respondeu a perguntas sobre as ameaças do deputado Eduardo Bolsonaro, que sugere aplicação de sanções parecidas com a Lei Magnitsky - aplicada a Moraes - também contra os líderes da Câmara e do Senado. No entanto, Motta diz não ter "receio de qualquer colocação". "Presidir a Câmara dos Deputados exige responsabilidade, há bônus e ônus. Sei do cargo que ocupo e seguirei agindo da maneira mais recomendável possível para que os interesses da população não fiquem em segundo plano”, acrescentou. No X, o presidente da casa afirmou que tem acompanhado a situação em Brasília desde "as primeiras horas do dia de hoje". Parlamentares de oposição no Congresso Federal fizeram uma manifestação pedindo anistia, impeachment de Açlexandre de Moraes e fim do foro privilegiado. Os opositores, em sua maioria do Partido Liberal (PL), dizem que a manifestação é "contra a censura". "Determinei o encerramento da sessão do dia de hoje e amanhã chamarei reunião de líderes para tratar da pauta, que sempre será definida com base no diálogo e no respeito institucional. O parlamento deve ser a ponte para o entendimento", afirmou na rede social. Ameaça do vice Ainda, nesta terça, o vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes, disse que pautará anistia se Hugo Motta viajar. "Sempre busquei equilíbrio e diálogo. Sempre respeitei Motta, que tem a pauta na sua mão. Diante dos fatos, já comuniquei Motta que, no primeiro momento em que eu exercer a presidência plena da Câmara, quando Motta se ausentar do país, irei pautar a anistia”, afirma. O ex-presidente da Câmara, Arthur Lira, também se manifestou no X dizendo que o Brasil precisa tratar melhor seus ex-presidentes. Em defesa de Bolsonaro, após Moraes impor prisão domiciliar, Lira diz que as medidas "são exageradas e acirram os ânimos em um país já polarizado que, na verdade, precisa de paz e estabilidade para progredir". "Quando o ambiente é de insegurança jurídica e instabilidade política, a economia sofre. Quem pega essa conta é o povo. Quem perde é o Brasil", afirmou Lira. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/motta-diz-que-decisao-judicial-se-cumpre-e-nao-cabe-a-ele-qualificar-decisao-de-moraes-sobre-bolsonaro
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