Moraes pede que PGR se manifeste sobre carta de Bolsonaro
Ministro deu prazo de cinco dias para posição sobre alegação da defesa, que disse que ex-presidente não sabia da divulgação do documento
José Matheus Santos, Victor Schneider
15/07/2026, 20:38 • Atualizado em 15/07/2026, 20:51
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Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo | Divulgação/Gustavo Moreno/STF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de cinco dias nesta quarta-feira (15) para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre as alegações da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) acerca da carta lida pelo seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), durante live no sábado (11).
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Os advogados disseram a Moraes que o ex-presidente não estava ciente de que o documento seria publicizado em transmissão ao vivo. O episódio rendeu uma ordem de restrição de 90 dias a Flávio por descumprimento da proibição que Bolsonaro tem de se comunicar pelas redes sociais, incluindo por intermédio de terceiros.
O senador divulgou a carta escrita à mão em live aos moldes do que fazia o pai durante o seu governo. Nela, Bolsonaro dizia estar “saudoso” do povo brasileiro e citava a necessidade de “arregaçar as mangas” e deixar “de lado as possíveis diferenças” em prol da candidatura do filho, em uma fala interpretada como tentativa de pacificar a crise instalada na pré-campanha pela ex-primeira-dama Michelle.
Como mostrou o SBT News, Flávio foi à casa do pai, no Jardim Botânico de Brasília, justamente em um horário que sabia que a madrasta não estaria presente. Saiu de lá com a carta escrita à mão e convocou live poucas horas depois.
Na segunda (13), o ministro Alexandre de Moraes proibiu o senador de visitar o pai por 90 dias. O ministro entendeu que Flávio usou a visita para obter e divulgar uma carta escrita por Bolsonaro nas redes sociais, descumprindo uma ordem judicial que proíbe essa prática.
Porém, a defesa disse na petição desta quarta que outras cartas escritas pelo ex-presidente não suscitaram a mesma ordem restritiva.
Os advogados afirmaram, por fim, que Bolsonaro não tentou usar o filho para burlar as medidas cautelares da prisão domiciliar e que seguirá em conformidade com as limitações impostas pela Justiça.
A restrição de 90 dias afeta em cheio as articulações de Flávio com o pai para as escolhas de candidaturas do PL. O ex-presidente tem sido consultado regularmente sobre indicações na formação das chapas e agora fica isolado, com Michelle concentrando o acesso ao marido. Visitas que não são de familiares e da defesa a Bolsonaro precisando ser autorizada por Moraes.
Moraes pede que PGR se manifeste sobre carta de Bolsonaro Ministro deu prazo de cinco dias para posição sobre alegação da defesa, que disse que ex-presidente não sabia da divulgação do documento
Política2026-07-15T20:38:25.822ZO ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de cinco dias nesta quarta-feira (15) para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre as alegações da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) acerca da carta lida pelo seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), durante live no sábado (11). 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Os advogados disseram a Moraes que o ex-presidente não estava ciente de que o documento seria publicizado em transmissão ao vivo. O episódio rendeu uma a Flávio por descumprimento da proibição que Bolsonaro tem de se comunicar pelas redes sociais, incluindo por intermédio de terceiros. + O senador divulgou a carta escrita à mão em live aos moldes do que fazia o pai durante o seu governo. Nela, Bolsonaro dizia estar “saudoso” do povo brasileiro e citava a necessidade de “arregaçar as mangas” e deixar “de lado as possíveis diferenças” em prol da candidatura do filho, em uma fala interpretada como tentativa de pacificar a crise instalada na pré-campanha pela ex-primeira-dama Michelle. Como mostrou o SBT News, Flávio foi à casa do pai, no Jardim Botânico de Brasília, justamente em um horário que. Saiu de lá com a carta escrita à mão e convocou live poucas horas depois. Na segunda (13), o ministro Alexandre de Moraes proibiu o senador de visitar o pai por 90 dias. O ministro entendeu que Flávio usou a visita para obter e divulgar uma carta escrita por Bolsonaro nas redes sociais, descumprindo uma ordem judicial que proíbe essa prática. Porém, a defesa disse na petição desta quarta que outras cartas escritas pelo ex-presidente não suscitaram a mesma ordem restritiva. Os advogados afirmaram, por fim, que Bolsonaro não tentou usar o filho para burlar as medidas cautelares da prisão domiciliar e que seguirá em conformidade com as limitações impostas pela Justiça. A restrição de 90 dias afeta em cheio as articulações de Flávio com o pai para as escolhas de candidaturas do PL. O ex-presidente tem sido consultado regularmente sobre indicações na formação das chapas e agora fica isolado, com Michelle concentrando o acesso ao marido. Visitas que não são de familiares e da defesa a Bolsonaro precisando ser autorizada por Moraes. Ao criticar a decisão na terça (13), impedir que o ex-presidente mantivesse contato com aliados e participasse do debate político durante o processo eleitoral. +São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/moraes-pede-que-pgr-se-manifeste-sobre-carta-de-bolsonaro
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