Política

Portinho diz que disputa interna com Jordy foi ‘saudável’

Senador foi escolhido por Flávio Bolsonaro para compor a chapa do PL no Rio de Janeiro após desistência do ex-governador Cláudio Castro, alvo da PF

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Victor Schneider
15/07/2026, 19:14 • Atualizado em 15/07/2026, 19:14
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O senador Carlos Portinho | Saulo Cruz/Agência Senado

O senador Carlos Portinho | Saulo Cruz/Agência Senado

O senador Carlos Portinho (PL-RJ) afirmou em entrevista ao SBT News nesta quarta-feira (15) que sua escolha como candidato do PL na chapa para o Senado envolveu uma “disputa saudável” contra o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), que também buscava o apoio da família Bolsonaro para a disputa. O anúncio da escolha foi antecipado na terça-feira (14) pela Coluna da Amanda Klein. A avaliação interna é de que Portinho tem prioridade por já estar no cargo.

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“Poderia ser Carlos Jordy, poderia ser Carlos Portinho. São dois de direita. A direita tem um nome em disputa agora no Senado Federal pelo Rio, e acho que isso foi muito bem recebido por todos. Vou cumprir mais essa missão do presidente Jair Bolsonaro”, afirmou Portinho.

A indefinição rondava a formação da chapa desde a desistência do ex-governador Cláudio Castro (PL), que Portinho considerava ser a escolha "natural" do PL. Castro foi alvo de operação da Polícia Federal em maio, em investigação que apura fraudes na Rioprevidência envolvendo o Banco Master. Após o episódio, ele abriu mão da vaga e embaralhou a formação da chapa em torno da pré-candidatura de Douglas Ruas a governador.

Ruas foi eleito presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) em abril e, desde então, tenta assumir o Palácio da Guanabara sob o argumento de que a vacância anterior do cargo foi preenchida com a eleição da Mesa da Alerj. O Supremo Tribunal Federal (STF) tem negado os pedidos e mantém paralisada a análise do caso sobre a eleição-tampão no estado, que deve ser retomada só em agosto.

Portinho criticou a indefinição do Supremo e disse que o Rio de Janeiro virou “laboratório” para experimentos judiciais. “É o único estado da federação em que não foi determinada a eleição indireta. Criaram uma situação e uma demora no processo em que não foi feito aquilo que aconteceu no Amazonas e em Roraima. E eu defendo cumprir a lei [...] e ela é uma só e vale para todos", afirmou.

A outra vaga da chapa é uma prerrogativa dada à federação União Brasil-PP. O candidato escolhido era o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, mas a oficialização ficou em xeque depois que Canella foi preso por porte ilegal de fuzil durante diligências da operação Unha e Carne. Posteriormente, o ex-prefeito foi solto pelo ministro Alexandre de Moraes, que acolheu o argumento de que não havia provas suficientes para atribuir a posse do armamento a Canella – a defesa disse que o fuzil pertencia a um segurança.

Apesar do problema, Portinho entende que o martelo batido em torno de seu nome para o Senado já ajuda a fortalecer a plataforma de campanha de Flávio no Rio, estado natal da família Bolsonaro e onde seu pai venceu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por quase 13 pontos de vantagem. “Tenho certeza de que, a partir deste momento, Flávio estará mais presente no Rio de Janeiro", afirmou Portinho.

A convenção nacional do PL para a definição das candidaturas está marcada para 25 de julho, em São Paulo.

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