Lula sugere “aumentinho” a servidores do Rio após Propag
Presidente brincou com governador Ricardo Couto sobre caixa extra nos cofres do estado; Rio estima economia anual de R$ 3,1 bilhões no novo regime


Lula e Ricardo Couto no evento que marcou a adesão do Rio ao Propag | Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) brincou nesta terça-feira com o governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, um dia depois de o governo fluminense aderir ao Propag, que permite abater a cobrança de juros no pagamento das dívidas com a União. A estimativa é que o Rio economizará de imediato R$ 3,1 bilhões nas contas públicas de 2026 e em torno de R$ 40 bilhões ao longo dos próximos anos.
Em evento que deu pontapé ao primeiro trecho da nova Serra das Araras, com quatro faixas de pista e oito viadutos na rodovia presidente Dutra no sentido São Paulo, Lula disse que o dinheiro extra nos cofres do Rio poderia ser usado para dar reajustes salariais a servidores do estado. Recentemente, o governo do Rio retomou o pagamento de parcelas atrasadas de recomposição salarial de mais de 400 mil servidores na ativa e aposentados referente ao período de 2017 a 2021, depois de congelar reajustes pela crise fiscal, intensificada por gastos com as Olimpíadas de 2016.
“O governador, como é um homem da Justiça, sabe que com parte desse dinheiro vai dar um aumentozinho pros funcionários do Rio de Janeiro que estão carecendo, e sabe que a outra parte vai apostar na educação”, brincou o presidente.
A migração do antigo Regime de Recuperação Fiscal (RRF) para o Propag foi autorizada pelo governo Lula (PT) em maio. O programa permite o parcelamento das dívidas em até 30 anos e oferece juros menores mediante investimentos do estado credor em áreas como infraestrutura, segurança pública e educação.
No RFF, a correção da dívida era feita com base no índice IPCA 4% – ou seja, considerando a inflação oficial de 4,26%, o montante devido subia para 8,43%. Já o Propag permite a renegociação em IPCA + 0%, 1% ou 2% – logo, a dívida ou será ajustada somente pela inflação ou subirá até 6,35%.
Presente no evento desta terça, o ex-governador Luiz Fernando Pezão, hoje prefeito de Piraí (RJ), fez questão de elogiar a adesão ao programa de renegociação de dívidas, mas cutucou sobre a nomenclatura escolhida pelo governo. “Nome horroroso, ninguém sabe o que que é".















