Lula muda decreto sobre traslado de corpos de brasileiros mortos no exterior
Medida permite que Itamaraty seja responsável por despesas em casos excepcionais; mudança foi promessa à família de Juliana Marins
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Camila Stucaluc
27/06/2025, 08:15 • Atualizado em 28/06/2025, 01:07
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Juliana Marins | Reprodução
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alterou o decreto 9.199, de novembro de 2017, que impedia o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) de custear o traslado de brasileiros mortos no exterior. A mudança foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (27).
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Segundo a portaria, o traslado poderá ser custeado pelo Itamaraty quando a família comprovar incapacidade financeira para a despesa; os custos não estiverem cobertos por seguro contratado, ou previstos em contrato de trabalho; a morte ocorrer em circunstâncias que causem comoção; e quando houver disponibilidade orçamentária e financeira.
A alteração do decreto havia sido prometido por Lula à família de Juliana Marins. A brasileira, de 26 anos, fazia uma trilha no vulcão Mount Rinjani, na Indonésia, quando tropeçou e caiu de um penhasco. Equipes de resgate conseguiram chegar até o local onde a jovem estava somente quatro dias depois do acidente, constatando o óbito. O corpo de Juliana foi içado e resgatado na manhã do dia seguinte.
O custo do traslado do corpo chegou a gerar preocupação a familiares de Juliana, já que, até então, a legislação brasileira não previa que o governo arcasse com as despesas de cidadãos mortos no exterior. Diante do cenário, a prefeitura de Niterói, cidade onde a jovem nasceu, chegou a se oferecer para assumir o transporte. Posteriormente, Lula disse que alteraria as regras envolvendo o traslado.
“O governo federal prestará todo apoio necessário à família de Juliana Marins, inclusive o translado ao Brasil. Vou editar um novo decreto para que o governo brasileiro assuma a responsabilidade de custear as despesas do traslado para o Brasil da jovem Juliana, para que seus familiares e amigos possam se despedir dela com todo carinho e amor merecidos”, escreveu Lula, em publicação na quinta-feira (26).
Luto de 3 dias em Niterói
Em homenagem à Juliana, a prefeitura de Niterói decretou luto oficial de três dias na cidade. O prefeito, Rodrigo Neves (PDT), destacou que a gestão esteve em contato com a família e buscou apoio junto à Embaixada do Brasil em Jacarta desde o início do acidente, mas que a precariedade da estrutura disponível na região prejudicou as ações de resgate.
“Diferente do Brasil, que conta com um Corpo de Bombeiros profissional e bem treinado, vimos uma atuação voluntária e limitada para dar uma resposta no tempo necessário. Que Deus conforte a família da Juliana e todos os seus amigos nesse momento de dor. Ela era uma jovem que amava Niterói e sonhava em descobrir o mundo”, disse Neves, acrescentando que a prefeitura está preparando uma homenagem em memória da jovem.
Lula muda decreto sobre traslado de corpos de brasileiros mortos no exteriorMedida permite que Itamaraty seja responsável por despesas em casos excepcionais; mudança foi promessa à família de Juliana MarinsPolítica2025-06-27T08:15:32.139ZO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alterou o decreto 9.199, de novembro de 2017, que impedia o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) de custear o traslado de brasileiros mortos no exterior. A mudança foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (27). Segundo a portaria, o traslado poderá ser custeado pelo Itamaraty quando a família comprovar incapacidade financeira para a despesa; os custos não estiverem cobertos por seguro contratado, ou previstos em contrato de trabalho; a morte ocorrer em circunstâncias que causem comoção; e quando houver disponibilidade orçamentária e financeira. A alteração do decreto havia sido. A brasileira, de 26 anos, fazia uma trilha no vulcão Mount Rinjani, na Indonésia, quando tropeçou e caiu de um penhasco. Equipes de resgate conseguiram chegar até o local onde a jovem estava somente quatro dias depois do acidente, constatando o óbito. O corpo de Juliana foi içado e resgatado na manhã do dia seguinte. O custo do traslado do corpo chegou a gerar preocupação a familiares de Juliana, já que, até então, a legislação brasileira não previa que o governo arcasse com as despesas de cidadãos mortos no exterior. Diante do cenário, a prefeitura de Niterói, cidade onde a jovem nasceu, chegou a se oferecer para assumir o transporte. Posteriormente, Lula disse que alteraria as regras envolvendo o traslado. “O governo federal prestará todo apoio necessário à família de Juliana Marins, inclusive o translado ao Brasil. Vou editar um novo decreto para que o governo brasileiro assuma a responsabilidade de custear as despesas do traslado para o Brasil da jovem Juliana, para que seus familiares e amigos possam se despedir dela com todo carinho e amor merecidos”, escreveu Lula, em publicação na quinta-feira (26). Luto de 3 dias em Niterói Em homenagem à Juliana, a prefeitura de Niterói decretou luto oficial de três dias na cidade. O prefeito, Rodrigo Neves (PDT), destacou que a gestão esteve em contato com a família e buscou apoio junto à Embaixada do Brasil em Jacarta desde o início do acidente, mas que a precariedade da estrutura disponível na região prejudicou as ações de resgate. “Diferente do Brasil, que conta com um Corpo de Bombeiros profissional e bem treinado, vimos uma atuação voluntária e limitada para dar uma resposta no tempo necessário. Que Deus conforte a família da Juliana e todos os seus amigos nesse momento de dor. Ela era uma jovem que amava Niterói e sonhava em descobrir o mundo”, disse Neves, acrescentando que a prefeitura está preparando uma homenagem em memória da jovem.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/lula-muda-decreto-sobre-traslado-de-corpos-de-brasileiros-mortos-no-exterior