Política

Lula e Flávio empatam tecnicamente em Minas, e Zema vira fiel da balança

Levantamento mostra também que 55% dos eleitores mineiros, cujo estado virou termômetro de vitória nacional, desaprovam o governo petista

Imagem da noticia Lula e Flávio empatam tecnicamente em Minas, e Zema vira fiel da balança
Presidente Lula (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) Divulgação | Ricardo Stuckert/PR e Jefferson Rudy/Agência Senado
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Um levantamento do instituto Real Time Big Data divulgado nesta sexta-feira (13) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estão empatados tecnicamente no limite da margem de erro entre o eleitorado mineiro, com o petista somando de 35 a 36% das intenções, ante 31% do filho mais velho de Jair Bolsonaro (PL). Atrás vem o governador do estado, Romeu Zema (Novo), com 15%.

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A pesquisa considerou cenários com cada um dos três nomes que o PSD estuda colocar na disputa: o dos governadores Ratinho Jr. (Paraná), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ronaldo Caiado (Goiás). Nenhum deles consegue somar dois dígitos e seguem sem tração no segundo maior colégio eleitoral do país.

Desde a redemocratização, Minas Gerais virou termômetro de vitória nacional na disputa para presidente: quem venceu no estado, venceu a eleição. A peculiaridade costuma ser explicada pelo perfil diverso dos cerca de 16 milhões de eleitores mineiros, com o Norte e a Zona da Mata votando como o Nordeste – um reduto tradicionalmente petista –, e o Sul e Sudoeste tendendo a espelhar os vizinhos mais ao sul, com voto mais conservador.

No 1º turno de 2022, Lula marcou 48,3% em Minas, contra 43,6% de Bolsonaro. A agora ministra Simone Tebet (MDB), com 4,2%, e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), 2,6%, vieram na sequência, com os demais penando para chegar a 1%. Ou seja: houve pouco espaço para um nome que furasse a tendência consolidada entre Lula e Bolsonaro.

A especificidade de ter um candidato de terceira via ligado ao Palácio Tiradentes na corrida presidencial faz de Zema um fator inédito na história eleitoral recente, com cacife para se tornar um “fiel da balança” entre os polos petista e bolsonarista no estado – no que pese ainda não ser conhecido nacionalmente.

O Real Time Big Data não traz dados sobre uma eventual transferência de votos do governador em caso de um segundo turno entre Flávio e Lula, mas apresenta um indicativo preocupante ao Planalto: 55% dos mineiros dizem desaprovar o governo federal, com 46% o avaliando como “ruim ou péssimo".

Por outro lado, Flávio também aparenta não estar no gosto do eleitor mineiro: tanto o senador quanto Lula marcam 41% de rejeição.

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