MDB, PP, PSD e PSB entram na mira do Planalto após rejeição de Messias
Cálculos feitos pelo governo mostram que rejeição do nome do ministro da AGU não contou nem com votos de siglas que seguem com amplo espaço na Esplanada





Amanda Klein
Iander Porcella
Nathalia Fruet
Raquel Landim
Assessores da bancada do PT no Senado apontam falta de fidelidade do MDB, PP, PSD e do próprio PSB, sigla do vice-presidente Geraldo Alckmin, para a derrota inédita com a rejeição do nome de Jorge Messias para a vaga de Luís Roberto Barroso ao Supremo Tribunal Federal (STF). Essas três siglas, junto com PT e PDT, têm 41 parlamentares, o mínimo necessário para aprovação.
Integrantes da bancada petista citam, inclusive, o nome de Rodrigo Pacheco, que saiu do PSD e foi para o PSB, como um dos parlamentares que pode ter votado contra Messias, já que ele era o preferido pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para a Corte. A assessoria de Pacheco disse ao SBT News apenas que o voto é secreto.
O PSD, sigla de GIlberto Kassab, teria 12 votos. A legenda segue à frente do Ministério de Minas e Energia, com o ministro Alexandre Silveira, que é considerado um conselheiro de Lula. Já o MDB, partido de Renan Calheiros (MDB-AL), poderia ter garantido mais 9 votos. O placar, no entanto, mostra o contrário. Por isso, o Planalto deve fazer exonerações de indicados por esses partidos para cargos nos ministérios.
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desconfiam até mesmo do ex-ministro Renan Filho (MDB-AL). A avaliação é de que ele e seu pai podem ter se unido a Alcolumbre para barrar Messias porque, assim como o presidente do Senado, preferiam outro candidato: o ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU).
O Planalto ainda deve avaliar também o que fazer com os ministros Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional) e Frederico Siqueira (Comunicações), que foram indicados para a Esplanada por Alcolumbre.









