Lula diz que vai telefonar para Trump e fazer convite para a COP30: "Não vou ligar para comercializar"
O presidente falou em evento do Conselhão que "tem gente que acha que a gente é vira-lata" ao comentar tarifaço do governo dos EUA
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Gabriela Vieira
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta terça-feira (5) que vai ligar para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e convidá-lo para a COP30. A conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas deve ser realizada em novembro, em Belém.
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"Eu não vou ligar para o Trump para comercializar, não, porque ele não quer falar. Mas eu vou ligar para o Trump para convidá-lo para a COP", afirmou Lula durante evento do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social e Sustentável (Cdess), o chamado Conselhão. O mandatário brasileiro completou que quer saber a opinião de Trump sobre questões climáticas e meio ambiente.
Lula também discursou sobre tarifaço de 50% imposto pelos EUA a exportações nacionais de diversos setores, reforçando que "não seremos dependente de ninguém nem tomaremos parte em outra guerra fria". O presidente deixou claro que "tem gente que acha que a gente é vira-lata, mas ninguém pode dizer que tem governo que goste mais de negociar que nós".
O chefe do Executivo disse que o país norte-americano não tinha o direito de anunciar as taxações, como fez mirando o Brasil. E defendeu que sempre esteve aberto a negociações com Trump.
Lula completou que "se a gente der palpite sobre as coisas que acontece em outros países, estamos ferindo a soberania". O mandatário declarou que não tem como o mundo dar certo "se a gente perder o mínimo de senso de responsabilidade do respeito a soberania, a integridade territorial, a Suprema Corte, o Judiciário".
Em reação às sobretaxas, Lula falou que o país precisa continuar aplicando no multilateralismo. "O Brasil não pode ficar dependendo só de um país. Estamos cansados de ser um país de terceiro mundo, em via de desenvolvimento", acrescentou.
O presidente evitou comentar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), decretada ontem pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). "Não quero falar o que aconteceu ontem com o outro cidadão, que tentou dar um golpe", declarou.
No entanto, disse que aqueles que estão trabalhando nos Estados Unidos favorecendo o tarifaço são "traidores da pátria". O presidente se referiu ao deputado Eduardo Bolsonaro(PL-SP), que mora no país norte-americano há alguns meses e tem trabalhado por sanções dos EUA contra Moraes.
Durante a reunião do Conselhão, Lula também voltou a opinar que "nossa democracia está sendo questionada, nossa soberania atacada". "Tem muita gente que fala de democracia achando que é apenas o direito de votar, mas a democracia é também o direito de você corrigir o erro que você comeu na votação, é você fiscalizar saber o que faz um deputado, um senador", prosseguiu.
Lula ainda voltou a falar sobre o Plano de Contingência, citado ontem pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e avisou que vai "recorrer a todas as medidas cabíveis, incluindo na Organização Mundial do Comércio", a OMC.
Conselhão
O Conselhão é formado por empresários, artistas influenciadores digitais, médicos, líderes indígenas, professores e integrantes de outros grupos sociais.
Criado no primeiro mandato do petista, o Conselhão foi interrompido de 2019 a 2022, no governo Bolsonaro. Por isso, Lula disse, durante o evento, que o país perdeu muito "quando vocês deixaram de funcionar".
Lula diz que vai telefonar para Trump e fazer convite para a COP30: "Não vou ligar para comercializar"O presidente falou em evento do Conselhão que "tem gente que acha que a gente é vira-lata" ao comentar tarifaço do governo dos EUAPolítica2025-08-05T17:44:24.228ZO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta terça-feira (5) que vai ligar para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e convidá-lo para a COP30. A conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas deve ser realizada em novembro, em Belém. "Eu não vou ligar para o Trump para comercializar, não, porque ele não quer falar. Mas eu vou ligar para o Trump para convidá-lo para a COP", afirmou Lula durante evento do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social e Sustentável (Cdess), o chamado Conselhão. O mandatário brasileiro completou que quer saber a opinião de Trump sobre questões climáticas e meio ambiente. Lula também discursou sobre tarifaço de 50% imposto pelos EUA a exportações nacionais de diversos setores, reforçando que "não seremos dependente de ninguém nem tomaremos parte em outra guerra fria". O presidente deixou claro que "tem gente que acha que a gente é vira-lata, mas ninguém pode dizer que tem governo que goste mais de negociar que nós". O chefe do Executivo disse que o país norte-americano não tinha o direito de anunciar as taxações, como fez mirando o Brasil. E defendeu que sempre esteve aberto a negociações com Trump. Lula completou que "se a gente der palpite sobre as coisas que acontece em outros países, estamos ferindo a soberania". O mandatário declarou que não tem como o mundo dar certo "se a gente perder o mínimo de senso de responsabilidade do respeito a soberania, a integridade territorial, a Suprema Corte, o Judiciário". Em reação às sobretaxas, Lula falou que o país precisa continuar aplicando no multilateralismo. "O Brasil não pode ficar dependendo só de um país. Estamos cansados de ser um país de terceiro mundo, em via de desenvolvimento", acrescentou. O presidente evitou comentar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), decretada ontem pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). "Não quero falar o que aconteceu ontem com o outro cidadão, que tentou dar um golpe", declarou. No entanto, disse que aqueles que estão trabalhando nos Estados Unidos favorecendo o tarifaço são "traidores da pátria". O presidente se referiu ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que mora no país norte-americano há alguns meses e tem trabalhado por sanções dos EUA contra Moraes. Durante a reunião do Conselhão, Lula também voltou a opinar que "nossa democracia está sendo questionada, nossa soberania atacada". "Tem muita gente que fala de democracia achando que é apenas o direito de votar, mas a democracia é também o direito de você corrigir o erro que você comeu na votação, é você fiscalizar saber o que faz um deputado, um senador", prosseguiu. Lula ainda voltou a falar sobre o Plano de Contingência, , e avisou que vai "recorrer a todas as medidas cabíveis, incluindo na Organização Mundial do Comércio", a OMC. Conselhão O Conselhão é formado por empresários, artistas influenciadores digitais, médicos, líderes indígenas, professores e integrantes de outros grupos sociais. Criado no primeiro mandato do petista, o Conselhão foi interrompido de 2019 a 2022, no governo Bolsonaro. Por isso, Lula disse, durante o evento, que o país perdeu muito "quando vocês deixaram de funcionar".São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/lula-diz-que-vai-ligar-convidar-trump-para-cop-30-quero-saber-o-que-pensa-de-questoes-climaticas
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