Política

Lula diz que não faltarão quartos para participantes da COP30 e nega temer esvaziamento de evento

COP30 será em novembro, em Belém, e tem gerado preocupação por causa dos altos de hospedagem na capital paraense

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Reuters
03/10/2025, 12:34 • Atualizado em 04/10/2025, 02:27
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) negou nesta sexta-feira (3) que faltarão acomodações para os participantes da conferência climática da ONU COP30, que será realizada no mês que vem em Belém, e disse não temer o esvaziamento do evento devido aos altos preços de hospedagem na capital paraense.

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"Tem quarto para todo mundo. O povo do Pará está sendo extraordinário, as pessoas estão saindo das suas casas e alugando as casas para quem quiser vir aqui. Não vai faltar quarto, não vai faltar cama, não vai faltar carinho, não vai faltar comida", disse Lula em entrevista à TV Liberal, do Pará.

"Não temo (esvaziamento da COP30), primeiro porque nós estamos cuidando disso com muito carinho... têm vários hotéis sendo construídos, têm dois navios que nós contratamos para atender essas pessoas, são quase quatro ou cinco mil quartos, portanto não vai faltar quarto."

Apesar dos comentários de Lula, os altos preços das acomodações em Belém para a COP30, em meio à escassez de quartos na cidade, têm sido uma grande preocupação para a cúpula marcada para daqui a pouco mais de um mês, com países em desenvolvimento, muitos deles entre os mais afetados pelas mudanças climáticas, relatando dificuldade em arcar com os custos.

A própria Organização das Nações Unidas (ONU) pediu aos seus funcionários que limitassem o tamanho das delegações devido aos altos custos de hospedagem. As Nações Unidas também decidiram aumentar o apoio financeiro a países mais pobres para a COP30.

Os problemas com hospedagem na capital paraense levaram a pedidos para que o Brasil trocasse a sede da COP30, o que foi imediatamente descartado pelo governo brasileiro.

"Eu quero que os gringos venham aqui, quero que os americanos, os franceses, os alemães, os holandeses, até os ucranianos venham aqui para experimentar a culinária e conhecer o povo do Pará e conhecer a Amazônia. É isso que eu quero", disse Lula.

Taxa de juros

Na entrevista, Lula fez ainda um balanço de seus quase três anos de governo e apontou o atual patamar da taxa básica de juros Selic, em 15% ao ano, como um "problema" que precisa ser consertado.

"Nós temos um problema com a taxa de juros que está alta e nós vamos ter que cuidar para que ela baixe um pouco mais, porque a gente precisa ter consciência que inflação baixa, juro baixo significam crescimento, geração de emprego, melhoria da qualidade de vida do povo brasileiro", afirmou.

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu em sua reunião de setembro manter a Selic em 15% ao ano e, na ata sobre o encontro, afirmou que, após avaliar os efeitos acumulados do choque de juros, entrou agora em um novo estágio da política monetária que prevê taxa Selic inalterada por longo período para buscar a meta de inflação, que é de 3% com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência para o regime de metas, acumulou alta de 5,13% no período de 12 meses até agosto.

A maioria dos nove integrantes do Copom foi indicada ao cargo no atual mandato de Lula, incluindo o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, a quem Lula já teceu vários elogios publicamente.

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