Justiça Eleitoral oficializa saída de Aldo Rebelo do DC
Ex-ministro tenta reverter decisão após direção nacional do Democracia Cristã aprovar expulsão por unanimidade


A Justiça Eleitoral oficializou a desfiliação do ex-ministro Aldo Rebelo do partido Democracia Cristã (DC). A decisão foi registrada após a Direção Executiva Nacional da legenda aprovar, por unanimidade, a expulsão de Rebelo dos quadros partidários.
Por meio da assessoria de imprensa, Rebelo informou que já acionou a Justiça para tentar reverter a medida. Segundo ele, a expulsão ocorreu sem seguir os procedimentos previstos no estatuto interno do partido.
O que Aldo Rebelo alega?
De acordo com Rebelo, a decisão homologada pela Justiça Eleitoral seria irregular porque trataria de um pedido de desfiliação que nunca foi feito por ele.
O ex-ministro afirma que a desfiliação partidária é uma decisão individual e não pode ser determinada unilateralmente pela legenda sem o devido processo interno.
“Trata-se da homologação de um pedido irregular e ilegal de desfiliação, e não expulsão”, afirmou a assessoria.
Crise entre o político e o Democracia Cristã
O desgaste entre Aldo Rebelo e a direção nacional do partido começou após o DC anunciar o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa como pré-candidato à Presidência da República.
Em janeiro deste ano, a própria legenda havia lançado Rebelo como pré-candidato ao Palácio do Planalto, o que gerou atritos internos após a mudança de estratégia política.
Em declarações recentes, o ex-ministro criticou a articulação envolvendo Joaquim Barbosa e disse que a movimentação ocorreu sem comunicação prévia à direção partidária ou à própria pré-campanha dele.
“Candidaturas são projetos coletivos e não de grupos e interesses específicos”, declarou.
Rebelo também questionou os motivos da aproximação do partido com Joaquim Barbosa e sugeriu que a relação do ex-ministro do STF com o Supremo teria influenciado a decisão da legenda.















