Política

Jaques Wagner é confirmado candidato e recebe apoio de Lula

Lula discursou na convenção, mas evitou o tema das investigações do caso Master que envolvem o aliado

A
André de Sena
Lula ao lado de Jaques Wagner | Reprodução/Palácio do Planalto

Lula ao lado de Jaques Wagner | Reprodução/Palácio do Planalto

O PT oficializou em convenção estadual, realizada neste sábado (1º) em Salvador (BA), a candidatura à reeleição do senador Jaques Wagner (PT). No evento, Jaques recebeu o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi pessoalmente à capital baiana para prestigiar Wagner, Rui Costa (PT-BA), também candidato ao Senado, e Jerônimo Rodrigues (PT-BA), que tentará se reeler como governador do Estado.

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Wagner discursou no evento, mas não fez nenhuma alusão à investigação da Polícia Federal contra ele por suspeita de envolvimento no caso do Banco Master, que ocorre no âmbito da Operação Compliance Zero.

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A apuração feita pela PF mostra indícios de que o parlamentar teria atuada em favor dos interesses da instituição financeira no Congresso, como por exemplo na proposta que foi apelidada de "emenda Master". O texto buscava aumentar a cobertura dada pelo FGC (Fundo Garantidos de Créditos) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão de reais.

Caso essa alteração na legislação fosse aprovada, o Master seria beneficiado, uma vez que o banco vendia a investidores aplicações financeiras com juros acima do mercado, mas não não tinha capacidade para pagá-los.

Em troca dessa atuação favorável ao Master em Brasília, o dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro, teria dado benefícios financeiros a Wagner.

Entre os presentes que ele teria recebido do empresário, segundo as investigações, estão um apartamento avaliado em mais de R$ 2 milhões em Salvador e viagens em jatinhos particulares, além de repasses de dinheiro a uma empresa ligada à família do parlamentar. A repercussão negativa do caso fez o congressistas abandonar o posto de líder do PT no Senado.

Lula também discursou na convenção, mas evitou o assunto das investigações que envolvem o aliado.

Outro membro do partido que subiu ao palanque foi o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa, que vai disputar uma vaga no Senado. Apesar de não ser investigado formalmente, ele também teria uma suposta ligação com o caso Master.

A Polícia Federal apreendeu mensagens que o incluem em uma lista de autoridades que receberiam presentes de fim de ano.

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