Política

IOF: Motta pede presença de Lula nas negociações e sugere rever isenções fiscais

Presidente da Câmara defendeu avaliação do projeto de decreto legislativo que suspende decreto do governo

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Gabriela Tunes
Câmara dá 10 dias para governo Lula apresentar alternativas ao aumento do IOF | Divulgação/Marina Ramos/Câmara dos Deputados

Câmara dá 10 dias para governo Lula apresentar alternativas ao aumento do IOF | Divulgação/Marina Ramos/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu nesta quinta-feira (29) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participe diretamente das negociações sobre o decreto do governo que aumentou as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Segundo ele, a proposta enfrenta resistência no Congresso Nacional e deve ser revista.

"O Brasil não aguenta a quantidade de isenção que tem. Precisa discutir a vinculação das receitas e uma reforma mais eficiente para melhorar a condição econômica. Responsabilidade, equilíbrio e firmeza. A Casa está esgotada com as medidas", afirmou Motta.
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Os deputados deram ao governo um prazo de 10 dias para apresentar uma alternativa ao aumento do IOF. Segundo Motta, após esse período, a Câmara voltará a avaliar o projeto de decreto legislativo (PDL) que suspende a medida do Executivo. Ele também alertou para a situação fiscal do país: "O Orçamento não vai sobreviver do jeito em que está", disse.

Alta do IOF: governo x oposição

Para o líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), aprovar o decreto que revoga o aumento seria penalizar os mais pobres, já que o governo teria que cortar despesas discricionárias ou programas sociais.

"O IOF, ou se mantém como está, ou a única solução é o contingenciamento de mais de R$ 20 bilhões. Se for essa opção, vamos entrar numa situação em que o governo praticamente não roda", avaliou. Ainda assim, o petista defendeu um debate de longo prazo sobre as medidas estruturantes que o país precisa adotar.

"De acordo com iniciativas de Motta, vamos pra um debate estratégico que será saudável pro país, mas o problema imediato não se resolve. Vamos apresentar um caminho para as mudanças estruturais, mas votar dia 10 ou não é a opção. Na minha opinião, o decreto tem que ser mantido por um período, mesmo que seja mudado lá na frente", disse Lindbergh.

Já o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), defendeu a revogação do decreto por meio do projeto legislativo e criticou a proposta do governo.

"Não é um decreto que vai resolver o problema. Ainda não reuni com a bancada, mas, em caso de formar um grupo de trabalho, o nosso papel de oposição é não participar. É uma cortina de fumaça pra tirar o foco do INSS", afirmou.

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