Hugo Motta diz que Câmara está “vigilante” e pode agir diante de alta dos combustíveis e risco de greve
Presidente da Casa atribui aumento ao cenário internacional e defende união para evitar impacto na logística e nos caminhoneiros

Warley Júnior
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta quarta-feira (18) que a Casa está “vigilante” e pronta para adotar medidas diante da alta dos combustíveis e da possibilidade de greve de caminhoneiros a partir desta quinta-feira (19).
Em conversa com jornalistas, Motta atribuiu o aumento recente dos preços ao cenário internacional, especialmente ao conflito no Irã, e ressaltou que o fenômeno não depende de decisões internas do Brasil.
“Essa alta dos combustíveis se dá nesse momento por um episódio internacional que não tem, digamos, a voluntariedade do Brasil”, disse. “Nós temos uma guerra no Irã que interfere em toda a cadeia de petróleo do mundo e isso levou, nos últimos dias, a um aumento rápido e muito considerável no preço do barril.”
O presidente da Câmara destacou que o impacto é ainda mais sensível no Brasil por causa da forte dependência do transporte rodoviário.
“Nós temos um modal rodoviário predominante e dependemos dos caminhoneiros, que estão nas estradas todos os dias transportando aquilo que é importante para que o país possa funcionar”, afirmou.
Sobre a possibilidade de paralisação da categoria, Motta defendeu cautela e disse que o momento exige articulação entre os poderes.
“O que eu posso garantir é que a Câmara estará atenta. Eu penso que o momento é de união. Nós não queremos um desequilíbrio nos preços do país”, declarou.
Ele também afirmou que o Parlamento pode propor novas medidas durante a tramitação da medida provisória editada pelo governo federal, que zerou PIS e Cofins sobre o diesel para conter a alta.
“Vamos, no âmbito da discussão dessa medida provisória, poder, se necessário for, sugerir mais alguma medida de iniciativa do Parlamento”, disse.
Motta reforçou que a Câmara acompanha o tema e está pronta para agir para evitar impactos na economia e na cadeia logística.
“Estamos vigilantes e prontos para agir e tomar as iniciativas para que o Brasil não seja prejudicado e não venhamos a prejudicar a cadeia de logística do país”, concluiu.









