Haddad confirma Márcio França como vice em São Paulo
Ex-governador e ex-ministro vai compor chapa do PT ao Palácio dos Bandeirantes; anúncio foi feito nesta quinta (25)


Fernando Haddad e Márcio França | Foto: SBT News
O pré-candidato ao governo de São Paulo do PT, Fernando Haddad, confirmou nesta quinta-feira (25) que o ex-governador e ex-ministro Márcio França (PSB) será seu vice na chapa que disputa o Palácio dos Bandeirantes nas eleições de 2026.
"Por várias razões, sobretudo pela experiência no governo do estado como vice-governador, secretário de duas pastas importantes do governo Alckmin, depois governador de São Paulo, concorreu à reeleição e teve um desempenho extraordinário. Eu hoje pela manhã falei com o companheiro Márcio França e convidei ele para figurar na condição de vice-governador na chapa", afirmou Haddad em entrevista coletiva para jornalistas.
França declarou que está honrado com a nomeação. "Estou muito satisfeito, honrado com o convite. Queria agradecer a confiança do Haddad, dos partidos", disse.
O anúncio encerra semanas de negociações entre PT, PSB e demais partidos da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para definir a composição da chapa paulista. A escolha de França já era esperada por aliados e havia sido antecipada pela colunista Nathalia Fruet, do SBT News.
A definição ocorreu após uma reunião realizada na quarta-feira (24), no Palácio da Alvorada, com a participação de Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), de Haddad, França e das ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).
Também na quarta, Haddad afirmou que a decisão sobre a vice e as candidaturas ao Senado ficaria sob sua responsabilidade, após os aliados colocarem seus nomes à disposição para compor a chapa.
A avaliação dentro do PT é que França fortalece a candidatura petista em regiões estratégicas do estado, especialmente na Baixada Santista, onde construiu sua trajetória política e mantém forte influência eleitoral.
Negociações na base de Lula
A escolha de Márcio França ocorreu em meio a uma disputa interna pela formação do palanque de Lula em São Paulo. Além do ex-governador, Simone Tebet e Marina Silva também eram cotadas para integrar a chapa majoritária ou disputar vagas ao Senado.
Aliados de Haddad defendiam a presença de França como vice por considerarem que a composição amplia o alcance eleitoral da candidatura petista em um estado historicamente desafiador para o partido.
A definição também afasta a possibilidade de França concorrer ao governo paulista fora da aliança, cenário que chegou a ser cogitado nos bastidores e foi rejeitado pela direção do PT.













