Governo tenta conter recorde do dólar após falas de Lula contra Campos Neto
Dólar bateu recorde e atingiu R$ 5,65 nessa segunda (1º), maior cotação desde janeiro de 2022
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Felipe Moraes, Iasmin Costa, Murilo Fagundes
02/07/2024, 13:25 • Atualizado em 02/07/2024, 13:25
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Lula: críticas constantes ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto | Montagem/Ricardo Stuckert/PR/Rovena Rosa/Agência Brasil
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O governo tenta conter alta do dólar após novas falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra política monetária e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. O apresentador Murilo Fagundes e a comentarista Iasmin Costa explicam o assunto e trazem bastidores no programa Brasil Agora desta terça (2). Assista no canal do SBT News no YouTube.
Nessa segunda-feira (1º), a cotação da moeda norte-americana bateu recorde e atingiu R$ 5,65, maior valor desde janeiro de 2022. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, atribuiu alta do dólar a "ruídos" e reafirmou a tese, já defendida por Lula publicamente e em reunião ministerial, de que o governo precisa comunicar melhor o que tem feito, sobretudo na economia.
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, também rebateu críticas ao governo e afirmou que Lula tem compromisso com a questão econômica e responsabilidade fiscal.
"[Padilha] disse que o pessimismo do mercado será descartado com serviço e compromisso que o presidente tem mostrado. O próprio Haddad disse que alta do dólar é especulação e que trabalho é intenso e comunicação está falhando", contextualizou Costa.
"Mas governo do PT é sempre muito criticado por muito gastar e pouco cortar", ponderou a jornalista. Nesta quarta (3), Hadad terá encontro com Lula para debater o dólar, entre outros assuntos.
Murilo Fagundes reforçou que essa desculpa é comum em qualquer governo: "Quando algo vai mal, coloca a culpa na comunicação". "É mais ou menos o que acontecia no governo Bolsonaro. Não tem como comunicação do governo ter tom positivo quando presidente dá declarações controversas", completou.
"Ele [Lula] tem seus contrapontos a Campos Neto, tem dado entrevistas todos os dias. E todos os dias fala contra a política do Banco Central. O mercado é reativo. Temos críticas ao mercado, tem posições que a gente tem que questionar. Mas o presidente sabe que as falas têm impacto direto no dólar, na moeda", completou o apresentador.
Indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Campos Neto deixa a presidência do BC em 31 de dezembro de 2024. Diretor de política monetária da autarquia, Gabriel Galípolo é um dos cotados para receber indicação de Lula ao cargo.
Assista ao Brasil Agora desta terça (2)
Governo tenta conter recorde do dólar após falas de Lula contra Campos NetoDólar bateu recorde e atingiu R$ 5,65 nessa segunda (1º), maior cotação desde janeiro de 2022Política2024-07-02T13:25:49.124Z O governo tenta conter alta do dólar após novas falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra política monetária e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. O apresentador Murilo Fagundes e a comentarista Iasmin Costa explicam o assunto e trazem bastidores no programa Brasil Agora desta terça (2). Assista no canal do SBT News no YouTube. Nessa segunda-feira (1º), a cotação da moeda norte-americana bateu recorde e atingiu R$ 5,65, maior valor desde janeiro de 2022. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, atribuiu alta do dólar a "ruídos" e , e em reunião ministerial, de que o governo precisa comunicar melhor o que tem feito, sobretudo na economia. O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, também rebateu críticas ao governo e afirmou que Lula tem compromisso com a questão econômica e responsabilidade fiscal. "[Padilha] disse que o pessimismo do mercado será descartado com serviço e compromisso que o presidente tem mostrado. O próprio Haddad disse que alta do dólar é especulação e que trabalho é intenso e comunicação está falhando", contextualizou Costa. "Mas governo do PT é sempre muito criticado por muito gastar e pouco cortar", ponderou a jornalista. Nesta quarta (3), Hadad terá encontro com Lula para debater o dólar, entre outros assuntos. Murilo Fagundes reforçou que essa desculpa é comum em qualquer governo: "Quando algo vai mal, coloca a culpa na comunicação". "É mais ou menos o que acontecia no governo Bolsonaro. Não tem como comunicação do governo ter tom positivo quando presidente dá declarações controversas", completou. "Ele [Lula] tem seus contrapontos a Campos Neto, tem dado entrevistas todos os dias. E todos os dias fala contra a política do Banco Central. O mercado é reativo. Temos críticas ao mercado, tem posições que a gente tem que questionar. Mas o presidente sabe que as falas têm impacto direto no dólar, na moeda", completou o apresentador. Indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Campos Neto deixa a presidência do BC em 31 de dezembro de 2024. Diretor de política monetária da autarquia, Gabriel Galípolo é um dos cotados para receber indicação de Lula ao cargo. Assista ao Brasil Agora desta terça (2) São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/governo-tenta-conter-recorde-do-dolar-apos-falas-de-lula-contra-campos-neto
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