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Política

Forças Armadas brasileiras reforçaram fronteiras com a Venezuela, diz ministro da Defesa de Lula

Apesar disso, Múcio acredita que acirramento político no país vizinho não deve causar impactos nas fronteiras

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O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou, nesta quarta-feira (28), que as Forças Armadas do Brasil reforçaram o efetivo nas fronteiras contra a Venezuela e estão 'prontas para tudo'. No entanto, Múcio acredita que o acirramento político venezuelano com o Brasil não afetará a situação nas fronteiras entre os dois países.

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“Nós temos fronteiras com 10 países. A mais difícil no momento, por questões políticas deles, é a Venezuela para defender a integridade do território Nacional, mas nós não precisamos de uma defesa preparada e competente para atacar ninguém. Nós optamos por uma defesa pra dizer 'não', 'aqui não entra', 'aqui não passa', 'aqui é território do povo brasileiro'”, disse Múcio.

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“A nossa fronteira com a Venezuela está bastante preparada para qualquer evento. Estamos todos torcendo pra que nada aconteça, nada vai acontecer. A diplomacia brasileira tem atuado com muitíssima competência. Cabe ao Ministério das Relações Exteriores (MRE) fazer o que estão fazendo bem”, concluiu.

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José Múcio comentou sobre o assunto em entrevista coletiva após comemoração dos 25 anos do Ministério da Defesa, realizado no Clube do Exército em Brasília. O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que Múcio é o seu “mais hábil ministro”.

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Alistamento feminino e atraso

Durante o evento, Lula falou sobre o decreto que permite o alistamento voluntário nas Forças Armadas de mulheres que completarem 18 anos a partir de 2025. A princípio, serão contempladas 1.500 voluntárias apenas em cidades que possuem unidades do Exército. Segundo a Defesa, esse número deverá crescer gradativamente e o alistamento feminino deve ficar disponível para todo o país nos próximos anos.

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De acordo com Múcio, o Brasil está atrasado no que diz respeito ao alistamento feminino nas Forças Armadas. Atualmente, existem 37 mil mulheres servindo às Forças Armadas, o equivalente a 10% de todo o efetivo. Segundo o Ministério da Defesa, a adoção do alistamento voluntário vai ajudar no crescimento gradativo de oportunidades para as mulheres nas Forças Armadas.

É a primeira vez na história do Brasil que o alistamento feminino no Exército, na Marinha e na Aeronáutica será permitido. Antes da assinatura do decreto, o acesso de mulheres às Forças Armadas era feito apenas por concursos ou processos seletivos.

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