Flávio diz que alta do Bolsa Família é “desespero” de Lula
Na Bahia, candidato do PL disse que medida é “ilegal", mas tendência é evitar judicialização para não deixar impressão de que é contra o reajuste em si
Valentina Moreira, Eduardo Gayer, Victor Schneider
Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência | Divulgação/Vittor Sales
Durante ato em Vitória da Conquista (BA) com apoiadores, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou o reajuste de 15% no Bolsa Família anunciado nesta quinta-feira (17) pelo governo Lula (PT). Para Flávio, o decreto, que aumenta o benefício para R$ 691, é “ilegal” e um “ato de desespero" do Planalto para reverter a tendência de queda nas pesquisas.
“Não caiam em mais uma falsa promessa da campanha, porque o Lula, em um ato de desespero, acabou de fazer um decreto mesmo sabendo que é ilegal e proibido durante as eleições. Fez uma coisa que não fez em quatro anos de governo. Faltando 17 dias de eleição, ele acha que vai enganar alguém dando reajuste no Bolsa Família. Ele sabe que isso não pode", afirmou.
Na realidade, a lei eleitoral não traz vedações a esse tipo de ação em específico – o próprio Jair Bolsonaro (PL) aprovou em 2022 uma emenda constitucional que reajustou o programa Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600 a partir de agosto daquele ano.
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As vedações do chamado defeso eleitoral, que passou a vigorar em 4 de julho, proíbem políticos de inaugurar obras e programas nos três meses anteriores à eleição, além de fazer transferências de recursos para estados e municípios fora da previsão orçamentária e realizar “showmícios”. Mas não há restrições para reajustes de programas de governo, como no caso do Bolsa Família.
Conforme apurou a Coluna do Eduardo Gayer, Flávio tem sido aconselhado a não judicializar a questão para evitar a impressão de que é contrário ao aumento do programa. Há dentro da campanha, porém, quem defenda haver fundamento para denunciar práticas de abuso de poder político, com uso da máquina com intuito eleitoral.
Com o decreto, o valor do benefício linear subirá a partir de 19 de outubro dos atuais R$ 600 para R$ 691, enquanto o pagamento médio do programa social aumenta de R$ 675 para R$ 777. Faltam 17 dias para o primeiro turno das eleições.
Flávio diz que alta do Bolsa Família é “desespero” de LulaNa Bahia, candidato do PL disse que medida é “ilegal", mas tendência é evitar judicialização para não deixar impressão de que é contra o reajuste em siPolítica2026-09-17T17:12:05.088ZDurante ato em Vitória da Conquista (BA) com apoiadores, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou o reajuste de 15% no Bolsa Família anunciado nesta quinta-feira (17) pelo governo Lula (PT). Para Flávio, o decreto, que aumenta o benefício para R$ 691, é “ilegal” e um “ato de desespero" do Planalto para reverter a tendência de queda nas pesquisas. “Não caiam em mais uma falsa promessa da campanha, porque o Lula, em um ato de desespero, acabou de fazer um decreto mesmo sabendo que é ilegal e proibido durante as eleições. Fez uma coisa que não fez em quatro anos de governo. Faltando 17 dias de eleição, ele acha que vai enganar alguém dando reajuste no Bolsa Família. Ele sabe que isso não pode", afirmou. Na realidade, a lei eleitoral não traz vedações a esse tipo de ação em específico – o próprio Jair Bolsonaro (PL) aprovou em 2022 uma emenda constitucional que reajustou o programa Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600 a partir de agosto daquele ano. As vedações do chamado defeso eleitoral, que passou a vigorar em 4 de julho, proíbem políticos de inaugurar obras e programas nos três meses anteriores à eleição, além de fazer transferências de recursos para estados e municípios fora da previsão orçamentária e realizar “showmícios”. Mas não há restrições para reajustes de programas de governo, como no caso do Bolsa Família. Conforme , Flávio tem sido aconselhado a não judicializar a questão para evitar a impressão de que é contrário ao aumento do programa. Há dentro da campanha, porém, quem defenda haver fundamento para denunciar práticas de abuso de poder político, com uso da máquina com intuito eleitoral. Com o decreto, o valor do benefício linear subirá a partir de 19 de outubro dos atuais R$ 600 para R$ 691, enquanto o pagamento médio do programa social aumenta de R$ 675 para R$ 777. Faltam 17 dias para o primeiro turno das eleições. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/flavio-diz-que-alta-do-bolsa-familia-e-desespero-de-lula
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