"É cedo para tomarmos qualquer atitude", diz ministro brasileiro sobre ataque na Venezuela
Governo convocou reunião de emergência no Itamaraty na manhã deste sábado (3) para discutir situação


Victoria Abel
O governo brasileiro convocou, neste sábado (3), uma reunião de emergência no Itamaraty para discutir o ataque dos Estados Unidos à Venezuela. A princípio, a postura do Ministério da Defesa e do Palácio do Planalto é aguardar.
"É cedo para tomarmos qualquer atitude. Vamos fazer essa reunião e entender a situação", disse o ministro da Defesa, José Múcio ao SBT News.
O ataque norte-americano ocorreu por volta das 1h50 da madrugada (2h50 no horário de Brasília) deste sábado (3), em Caracas. Ao menos outras sete explosões foram ouvidas na capital venezuelana, além de aeronaves sobrevoando a região. Os estados de Miranda, Aragua e La Guaira também foram alvos, com bombardeios em alvos civis e militares.
Pouco tempo depois, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, informando que ambos deixaram o país. Segundo o senador republicano Mike Lee, Maduro será julgado em Washington.
Em coletiva, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse que não sabe o atual paradeiro do casal e que exigirá "prova imediata de vida" para ambos. Assim como outras autoridades do governo, a política criticou a ação norte-americana, dizendo que Washington tenta mudar o regime do país à força.
A escalada ocorreu após quatro meses de tensão militar entre os países. Em setembro do ano passado, os Estados Unidos iniciaram uma operação naval contra o narcotráfico no Caribe e no Pacífico, perto das costas da Venezuela e da Colômbia. O país acusa cartéis latino-americanos de transportarem drogas para o território norte-americano.
Após a operação, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que Maduro será acusado por tráfico de drogas. “Maduro não é o presidente da Venezuela e seu regime não é legal. Maduro é chefe do Cartel de Los Soles, uma organização narcoterrorista que tomou conta do nosso país. E ele será acusado de levar drogas para os Estados Unidos.”








