A viagem já estava marcada, mas acabou coincidindo com um momento de maior tensão nas relações entre Brasil e Estados Unidos.
Segundo apuração do SBT News, os parlamentares pretendem reforçar o diálogo com autoridades americanas e representantes de organismos internacionais.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.
A agenda inclui reuniões com com embaixadores ligados à Organização dos Estados Americanos (OEA).
A expectativa é que os encontros abordem temas relacionados à democracia, às relações diplomáticas e ao fortalecimento da cooperação entre os dois países.
Além de representantes diplomáticos, os integrantes da comitiva devem se reunir com parlamentares do Partido Democrata e membros do Congresso americano para estreitar relações institucionais e ampliar o diálogo político entre Brasil e Estados Unidos.
Quem faz parte da comitiva?
Os deputados escalados para a missão oficial são:
Jandira Feghali (PCdoB-RJ)
Pedro Campos (PSB-PE)
Pedro Uczai (PT-SC)
André Janones (PSOL-REDE)
Relações Exteriores também avalia enviar comissão
Nesta terça-feira (2), o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, manifestou a possibilidade de liderar outra comitiva de senadores aos Estados Unidos para discutir o tema, como fez após o anúncio do tarifaço do presidente Donald Trump ao Brasil em julho do ano passado.
“Se houver a necessidade de ter que ir para lá, pode ter certeza de que nós iremos para defender o Brasil e os setores do agronegócio e da indústria”, destacou o senador.
Nelsinho também afirmou que o colegiado avalia com cautela como responder ao anúncio. Apesar da manifestação, ainda não há confirmação sobre o envio de uma comitiva do Senado aos Estados Unidos.
Lula espera telefonema de Trump
Mais cedo nesta terça-feira (2), presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que espera um telefonema do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para explicar a proposta do governo sobre as tarifas.
“Você me deve uma reunião e eu devo uma para você, porque demos 30 dias para os nossos ministros negociarem. Então, estou esperando um telefonema seu para me explicar o que aconteceu na sua ausência e na minha ausência, porque esse acordo não pode ter a sua anuência”, disse.
O presidente também relembrou que, durante sua visita aos EUA em maio, entregou ao republicano propostas relacionadas a minerais críticos e terras raras, combate ao crime organizado, comércio bilateral e outros temas de interesse comum.
Segundo ele, o Brasil está disposto a discutir qualquer assunto, mas exige respeito nas negociações.
Ao falar sobre o possível anúncio da nova tarifa, Lula classificou o tarifaço como uma “atitude tempestiva, com base numa mentira”. O presidente também associou a medida tarifária ao que considera ser uma preocupação dos Estados Unidos com o avanço do Pix.
“A segunda coisa que eu fiquei preocupado é porque o Pix assusta ele [Trump]. Eu falei para o Trump: ‘ô cara, ao invés de ter medo do Pix, coloca o Pix para funcionar nos Estados Unidos. Faça um Pix para nós. É muito mais simples”, declarou.
Segundo o petista, a preocupação do governo Trump estaria ligada ao impacto do Pix sobre empresas de cartão de crédito norte-americanas que atuam no Brasil.
“Na verdade, a preocupação dos americanos é que o Pix pode abalar muito as empresas do cartão de crédito deles que estão aqui no Brasil. Acham que o Pix vai acabar com isso [...] Vai acabar mesmo, porque o Pix é de graça e é público. Ninguém paga nada. É só clicar no Pix e está resolvido o nosso problema”, disse Lula.
Entre as práticas consideradas desleais, há menções ao sistema de pagamentos Pix e ao desmatamento na Amazônia – com parte desses dados, conforme mostrou o SBT News, referente a 2019, primeiro do governo de Jair Bolsonaro.
A decisão está lastreada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O governo americano abriu uma consulta pública para permitir que o governo brasileiro recorra e apresente argumentos contra a taxação. A vigência está prevista para começar em 15 de julho.
Deputados governistas viajam aos EUA após anúncio de tarifaComitiva pretende defender instituições brasileiras e discutir relações bilaterais em meio à tensão comercial entre Brasil e Estados UnidosPolítica2026-06-03T09:29:44.559ZDeputados da base do governo federal embarcaram nesta semana para os Estados Unidos em uma missão oficial que ocorre em meio ao sobre produtos brasileiros. A viagem já estava marcada, mas acabou coincidindo com um momento de maior tensão nas relações entre Brasil e Estados Unidos. Segundo apuração do SBT News, os parlamentares pretendem reforçar o diálogo com autoridades americanas e representantes de organismos internacionais. + A agenda inclui reuniões com com embaixadores ligados à Organização dos Estados Americanos (OEA). A expectativa é que os encontros abordem temas relacionados à democracia, às relações diplomáticas e ao fortalecimento da cooperação entre os dois países. Além de representantes diplomáticos, os integrantes da comitiva devem se reunir com parlamentares do Partido Democrata e membros do Congresso americano para estreitar relações institucionais e ampliar o diálogo político entre Brasil e Estados Unidos. Quem faz parte da comitiva? Os deputados escalados para a missão oficial são: Relações Exteriores também avalia enviar comissão Nesta terça-feira (2), o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, manifestou a possibilidade de liderar outra comitiva de senadores aos Estados Unidos para discutir o tema, como fez após o anúncio do tarifaço do presidente Donald Trump ao Brasil em julho do ano passado. “Se houver a necessidade de ter que ir para lá, pode ter certeza de que nós iremos para defender o Brasil e os setores do agronegócio e da indústria”, destacou o senador. Nelsinho também afirmou que o colegiado avalia com cautela como responder ao anúncio. Apesar da manifestação, ainda não há confirmação sobre o envio de uma comitiva do Senado aos Estados Unidos. Lula espera telefonema de Trump Mais cedo nesta terça-feira (2), presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que espera um telefonema do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para explicar a proposta do governo sobre as tarifas. “Você me deve uma reunião e eu devo uma para você, porque demos 30 dias para os nossos ministros negociarem. Então, estou esperando um telefonema seu para me explicar o que aconteceu na sua ausência e na minha ausência, porque esse acordo não pode ter a sua anuência”, disse. O presidente também relembrou que, durante sua visita aos EUA em maio, entregou ao republicano propostas relacionadas a minerais críticos e terras raras, combate ao crime organizado, comércio bilateral e outros temas de interesse comum. Segundo ele, o Brasil está disposto a discutir qualquer assunto, mas exige respeito nas negociações. Ao falar sobre o possível anúncio da nova tarifa, Lula classificou o tarifaço como uma “atitude tempestiva, com base numa mentira”. O presidente também associou a medida tarifária ao que considera ser uma preocupação dos Estados Unidos com o avanço do Pix. “A segunda coisa que eu fiquei preocupado é porque o Pix assusta ele [Trump]. Eu falei para o Trump: ‘ô cara, ao invés de ter medo do Pix, coloca o Pix para funcionar nos Estados Unidos. Faça um Pix para nós. É muito mais simples”, declarou. Segundo o petista, a preocupação do governo Trump estaria ligada ao impacto do Pix sobre empresas de cartão de crédito norte-americanas que atuam no Brasil. “Na verdade, a preocupação dos americanos é que o Pix pode abalar muito as empresas do cartão de crédito deles que estão aqui no Brasil. Acham que o Pix vai acabar com isso [...] Vai acabar mesmo, porque o Pix é de graça e é público. Ninguém paga nada. É só clicar no Pix e está resolvido o nosso problema”, disse Lula. Sobretaxas O concluiu na madrugada desta terça (2) uma investigação comercial aberta contra o Brasil no meio de 2025. Com o argumento de que determinadas políticas comerciais brasileiras são "irracionais" e "oneram" o comércio americano, o USTR sugeriu , com algumas isenções. Entre as práticas consideradas desleais, há menções ao sistema de pagamentos Pix e ao desmatamento na Amazônia – com parte desses dados, , referente a 2019, primeiro do governo de Jair Bolsonaro. A decisão está lastreada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O governo americano abriu uma consulta pública para permitir que o governo brasileiro recorra e apresente argumentos contra a taxação. A vigência está prevista para começar em 15 de julho. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/deputados-governistas-viajam-aos-eua-apos-anuncio-de-tarifa