Kuwait suspende voos após ataque iraniano contra aeroporto
Exército informou que bombardeio com drones deixou feridos e ‘causou danos materiais significativos'


Ataque com drone iraniano força fechamento do aeroporto do Kuwait | Pexels
Um ataque com drones iranianos atingiu o Aeroporto Internacional do Kuwait, na madrugada desta quarta-feira (3). Segundo o Ministério da Defesa, o bombardeio provocou “danos materiais significativos” e feriu várias pessoas, que receberam atendimento médico no local.
Pelas redes sociais, o porta-voz da posta, General de Brigada Saud Abdulaziz Al-Otaibi, disse que as Forças Armadas estão monitorando a situação e em prontidão para lidar com qualquer ameaça. Por medida de segurança, o tráfego aéreo foi temporariamente suspenso.
O Kuwait voltou a ser alvo das hostilidades entre Irã e Estados Unidos após a violação do acordo de cessar-fogo entre os países. Em retaliação aos bombardeios norte-americanos, Teerã vem lançando mísseis e drones contra países do Golfo Pérsico que possuem bases militares de Washington.
Além do Kuwait, as forças iranianas miraram alvos no Bahrein, que conseguiu interceptar os projéteis com auxílio de militares norte-americanos.
A ofensiva resultou em novos ataques lançados pelos Estados Unidos, que, desta vez, tiveram como alvo uma estação de controle terrestre iraniana localizada na Ilha Qeshm, no Estreito de Ormuz. Os militares disseram que também abateram três drones lançados contra “marinheiros civis” que transitavam pelas águas regionais.
A troca de hostilidades acontece em meio às negociações diplomáticas. Mediado pelo Paquistão, o acordo em discussão envolve a ampliação do cessar-fogo, a reabertura do Estreito de Ormuz e um plano para futuras negociações envolvendo o programa nuclear iraniano — principal objetivo de Washington.
Outra questão chave para o acordo é o conflito entre Israel e o grupo Hezbollah, aliado do regime iraniano, no Líbano. Teerã insiste que Beirute seja incluído em qualquer acordo de cessar-fogo negociado com os Estados Unidos, mas também ressalta o direito de Tel Aviv de agir contra ameaças iminentes.















