Jovens atacados por tubarão no Recife estão em estado grave
As vítimas, uma jovem de 19 anos e um menino de 11 anos, permanecem internadas na UTI; Pernambuco retoma monitoramento de tubarões
Pesquisadores vão retomar o monitoramento de tubarões no litoral da Região Metropolitana do Recife após dois ataques registrados em menos de 24 horas. As vítimas, uma jovem de 19 anos e um menino de 11 anos, permanecem internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em estado grave.
O primeiro caso ocorreu no domingo, na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, na Grande Recife. Um menino de 11 anos foi atacado por um tubarão-da-espécie cabeça-chata e sofreu ferimentos graves na mão. A vítima também teve a perna esquerda amputada.
Menos de 24 horas depois, uma estudante de Direito de 19 anos foi atacada na Praia de Boa Viagem, no Recife. Segundo as autoridades, um tubarão-tigre arrancou parte da perna direita da jovem.
As duas vítimas foram socorridas e encaminhadas para um hospital da região central da capital pernambucana, onde seguem internadas.
Nesta segunda-feira (1), um dia após o ataque mais recente, banhistas foram flagrados entrando no mar na Praia de Boa Viagem, um dos principais cartões-postais da capital pernambucana. Outros frequentadores preferiram seguir as orientações dos bombeiros e permanecer apenas na faixa de areia.
Estado registrou quatro ataques em 2026
Com os dois casos mais recentes, Pernambuco já registra quatro pessoas atacadas por tubarões neste ano.
Em janeiro, um adolescente de 13 anos morreu após ser mordido por um tubarão na Praia Del Chifre, em Olinda, na Região Metropolitana do Recife.
O monitoramento dos tubarões na costa pernambucana estava suspenso havia mais de dez anos. O trabalho será retomado por pesquisadores da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) a partir do segundo semestre deste ano.
A iniciativa prevê a instalação de microchips nos animais para acompanhar deslocamentos, comportamento e presença dos tubarões ao longo do litoral.
A expectativa é que os dados ajudem a ampliar o conhecimento sobre as espécies e contribuam para ações de prevenção de novos ataques.















