Depois da ONU, Brasil se prepara para discutir situação da Venezuela na OEA
Representante brasileiro no encontro, em Washington, será o embaixador Benoli Belli; discurso deve seguir linha adotada na ONU


Hariane Bittencourt
O governo brasileiro se prepara para participar, nesta terça-feira (6), da reunião extraordinária do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) para discutir "os recentes acontecimentos na Venezuela".
O encontro vai acontecer em Washington, capital dos Estados Unidos, a partir do meio-dia (horário de Brasília). O participante brasileiro será o embaixador Benoni Belli, representante permanente do Brasil junto à OEA.
Durante a reunião, a tendência é que Belli use seu tempo de fala para seguir a mesma linha adotada nesta segunda (5), durante o encontro do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) pelo também embaixador Sérgio Danese.
Em Nova York, Danese fez críticas à ação militar norte-americana do último sábado (3). Ele afirmou que os Estados Unidos cruzaram uma linha inaceitável, afrontaram a soberania da Venezuela e que a ação abre um precedente perigoso para a comunidade internacional.
O embaixador falou em erosão do multilateralismo e defendeu que o caso seja veementemente condenado pela comunidade internacional para que a força não prevaleça sobre a lei.
A OEA é composta por 35 países das Américas, incluindo Brasil, Estados Unidos, México, Argentina e Colômbia. Neste ano, a atuação da organização está baseada em quatro pilares: democracia, direitos humanos, segurança e desenvolvimento.









