Política

Democratas reagem à condenação de Bolsonaro e acusam Trump de minar a democracia brasileira

Parlamentares dos EUA afirmam que o presidente Donald Trump travou uma guerra comercial para "defender seu colega líder da tentativa de golpe"

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Gabriela Vieira
12/09/2025, 12:20 • Atualizado em 12/09/2025, 12:20
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O presidente dos EUA, Donald Trump, e o ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PL) | Alan Santos/PR

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PL) | Alan Santos/PR

Deputados democratas publicaram uma carta na quinta-feira (11) após a confirmação da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF). Na publicação do X (ex-Twitter), eles afirmam que o presidente Donald Trump travou uma guerra comercial para "defender seu colega líder da tentativa de golpe".

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Essa ação, segundo os democratas, não só "rompeu as relações entre os EUA e o Brasil, como também prejudicou as famílias americanas, que foram afetadas pelo que são, na prática, impostos".

Por isso, os congressistas norte-americanos defendem que os EUA "devem apoiar o povo brasileiro neste momento em que começa a superar essa ameaça à sua democracia".

"Esse caminho, no entanto, foi prejudicado pelos esforços do governo Trump para interferir nas instituições democráticas do Brasil, tendo imposto uma tarifa ilegal de 50% ao país para manipular esse processo judicial", dizem os parlamentares.

Eles também falam sobre os interesses econômicos que "sofrem danos colaterais". "Uma vez que o Brasil exporta cada vez mais os seus produtos para a China em detrimento dos Estados Unidos", acrescentam.

Falas de Marco Rubio

O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pela tentativa de golpe de Estado no 8 de janeiro de 2023. Em resposta, o chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, disse que a decisão da Primeira Turma foi injusta e que os Estados Unidos "responderão adequadamente a esta caça às bruxas".

"As perseguições políticas pelo violador de direitos humanos e alvo de sanções Alexandre de Moraes continuam, enquanto ele e outros no Supremo Tribunal do Brasil decidiram injustamente prender o ex-presidente Jair Bolsonaro. Os Estados Unidos darão resposta à altura a essa caça às bruxas", disse Rubio ao X (ex-Twitter).

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) também se manifestou sobre as falas de Marco Rubio. Em nota, eles dizem que as ameaças "não intimidarão a nossa democracia".

"Ameaças como a feita hoje pelo Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em manifestação que ataca autoridade brasileira e ignora os fatos e as contundentes provas dos autos, não intimidarão a nossa democracia", diz.

Leia a nota na íntegra

"O sistema judiciário brasileiro concluiu o processo criminal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e o considerou culpado de conspirar para derrubar os resultados das eleições presidenciais de 2022. Os Estados Unidos devem apoiar o povo brasileiro neste momento em que começa a superar essa ameaça à sua democracia. Esse caminho, no entanto, foi prejudicado pelos esforços do governo Trump para interferir nas instituições democráticas do Brasil, tendo imposto uma tarifa ilegal de 50% ao país para manipular esse processo judicial.

"O facto de Trump ter travado uma guerra comercial para defender o seu colega líder da tentativa de golpe não só rompeu as relações entre os EUA e o Brasil, como também prejudicou as famílias americanas, que foram afetadas pelo que são, na prática, impostos. Os interesses econômicos e de segurança nacional dos EUA sofreram danos colaterais, uma vez que o Brasil exporta cada vez mais os seus produtos para a China em detrimento dos Estados Unidos.

"Exortamos Trump a encerrar imediatamente seus esforços para minar a democracia brasileira e acabar com essas tarifas ilegais que afetam a economia americana. Só então poderemos trabalhar para reconstruir essa parceria fundamental".

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