Política

Dark Horse pede registro final à Ancine, mas faltam dados

SBT News apurou que filme pagou tributo para obter registro, mas ainda não forneceu dados sobre contratos e fontes financeiras, o que inviabiliza exibição

Avatar de Basília Rodrigues
Basília Rodrigues
"Dark Horse", filme que narra trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) | Divulgação

"Dark Horse", filme que narra trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) | Divulgação

A produtora do filme Dark Horse, que conta história do ex-presidente Jair Bolsonaro, pediu à Agência Nacional de Cinema (Ancine) o registro final para exibição no Brasil, pagou o tributo, mas não apresentou até agora dados mais detalhados sobre contratos do filme.

O Certificado de Registro de Título (CRT) é o que determina se as salas de cinema têm autorização para colocar o filme nas telas. Além do CRT, a produção também precisa obter a classificação indicativa via Ministério da Justiça.

O SBT News apurou que os organizadores do filme pagaram uma taxa de R$ 7 mil 291, que é a Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine), no dia 31 de agosto. O tributo é cobrado sobre produção, distribuição e licenciamento.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.

Siga no Google Discover

Mas, além disso, precisariam fornecer dados mais aprofundados, o que ainda não aconteceu.

O prazo de resposta da Ancine acaba semana que vem.

Fontes da Ancine informaram à Coluna que não há perspectiva de autorização. “É como se você recolhesse as custas para registrar um imóvel, avisasse que ia registrar, mas não assinasse a escritura de compra e venda”, comparou um dos técnicos responsável pela autorização de filmes que podem ser exibidos no Brasil.

Organizadores do filme falam que há dificuldade em reunir informações sobre contratos e locações nos Estados Unidos por proteção de dados e risco de responderem a processo na Justiça norte-americana.

Até o momento, o filme tem apenas o Registro de Obra Estrangeira (ROE), que não serve de permissão para que o filme vá aos cinemas.

Apesar de contar com cenas no Brasil, o filme é registrado como uma obra americana.

A distribuidora do filme no Brasil, Europa Filmes, já anunciou que não pretende lançar a obra neste ano, diante de impasses políticos.

A produtora Go Up definiu como plano contratar distribuidoras que ficarão responsáveis por diferentes regiões do mundo, como Estados Unidos, Canadá, Europa e Ásia. Quer garantir uma distribuição global para não correr risco de que vazamentos em streamings ou darkweb comprometam a expectativa de lucro com o lançamento oficial.

Últimas notícias