Eleições

Nexus: voto útil não basta para vitória no 1º turno

Marcelo Tokarski afirma que parte dos eleitores da chamada terceira via pode mudar de voto, mas movimento não seria suficiente para decidir eleição no 1º turno

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Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) fazem campanha em Santa Catarina. | Divulgação/Flickr Lula/Ricardo Stuckert --  Reprodução/SCC10

Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) fazem campanha em Santa Catarina. | Divulgação/Flickr Lula/Ricardo Stuckert -- Reprodução/SCC10

O voto útil pode provocar mudanças na corrida presidencial nas próximas semanas, mas, segundo o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, o movimento ainda seria insuficiente para definir a eleição no primeiro turno. Em entrevista ao SBT News, ele analisou a pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (21), que mostra Lula (PT) com 40% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro (PL) com 37%.

“Esses percentuais dariam para o Lula cerca de 1,5 ponto a mais e cerca de 2 pontos, alguma coisinha, para o Flávio Bolsonaro. Movimento que seria insuficiente para que qualquer um dos dois vencesse no primeiro turno”, afirmou Tokarski.

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De acordo com o executivo, os candidatos que aparecem depois dos dois líderes somam 16% das intenções de voto. Ele afirmou que 44% desses eleitores admitem que podem mudar de escolha até a eleição. Parte desse grupo, porém, pode apenas trocar de candidato dentro desse mesmo conjunto, e não necessariamente migrar para Lula ou Flávio.

“Esses 44% não vão necessariamente mudar de voto para Lula ou para Flávio Bolsonaro. Eles podem mudar de voto dentro da própria terceira via”, explicou.

Tokarski calcula que, dos cerca de 7 pontos percentuais correspondentes aos eleitores da chamada terceira via que dizem poder mudar de voto, 29% poderiam migrar para Flávio Bolsonaro e 22% para Lula.

“Esses votos não vão todos para o Flávio. Uma parte deles vai para o Lula e é por isso que Lula hoje ainda mantém essa vantagem mínima no placar de segundo turno”, disse.

Para Tokarski, seria necessário um deslocamento maior do eleitorado para que qualquer um dos dois candidatos alcançasse votos suficientes para vencer já no primeiro turno.

“Lula, para vencer, precisa crescer 6 ou 7 pontos no primeiro turno. O Flávio, o desafio é ainda maior: ele teria que ganhar uns 8 pontos e talvez até um pouco mais”, afirmou.

O executivo avalia que a disputa deve caminhar para um segundo turno, mas ressalta que a vantagem de Lula no primeiro turno diminuiu nas últimas semanas. “Quem vai chegar primeiro? Acho que Lula, mas já não é garantido”, declarou.

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