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Paramount fecha acordo com 12 estados para comprar Warner

Acordo prevê mais produção de filmes nos EUA e conselhos independentes para CNN e CBS; fusão ainda depende de etapas finais

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Warner e Paramount: análise concluiu que a transação não ameaça concorrência no mercado de streaming | Reprodução

Warner e Paramount: análise concluiu que a transação não ameaça concorrência no mercado de streaming | Reprodução

A Paramount Skydance chegou a um acordo com a Califórnia e outros 11 estados norte-americanos que haviam entrado com uma ação para impedir a aquisição da Warner Bros. Discovery por US$ 110 bilhões. O acordo elimina um dos principais obstáculos jurídicos à operação, que pode resultar em uma das maiores fusões da história do setor de mídia.

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O acordo prevê o aumento da produção cinematográfica nos Estados Unidos, com pelo menos US$ 300 milhões adicionais por ano em produções nacionais. A Paramount também se comprometeu a ampliar progressivamente o número de lançamentos anuais após a conclusão da transação, segundo o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta.

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A empresa deverá produzir 30 filmes por ano nos dois primeiros anos após a conclusão do negócio e 32 nos três anos seguintes. Pelo menos quatro produções anuais deverão ser independentes e ao menos 20% dos filmes deverão ser blockbusters, produções de grande orçamento.

Entre os termos do acordo também está a criação de conselhos editoriais independentes para a CNN e a CBS. A medida tem como objetivo preservar a independência das operações jornalísticas das duas redes sob a empresa resultante da fusão.

O acordo encerra uma disputa jurídica que se estendeu por meses em torno de uma operação que concentraria negócios de cinema, televisão, streaming e notícias em uma única empresa.

A coalizão de 12 procuradores-gerais estaduais, liderada por Bonta, entrou com uma ação em julho para bloquear a fusão. Os estados argumentavam que a operação reduziria a concorrência e daria à empresa combinada maior poder sobre os preços de filmes e programas de televisão.

As autoridades regulatórias do governo dos Estados Unidos já haviam aprovado a operação, enquanto órgãos de defesa da concorrência de outras jurisdições, incluindo a União Europeia e o Reino Unido, também deram aval ao negócio.

As ações da Paramount Skydance subiram mais de 8% nesta segunda-feira (21), enquanto os papéis da Warner Bros. Discovery avançaram mais de 10% após o anúncio do acordo.

As empresas afirmaram anteriormente que a fusão poderia gerar US$ 6 bilhões em economia por meio de medidas como cortes de custos. A operação também deve resultar em uma empresa com cerca de US$ 80 bilhões em dívidas.

O acordo com os estados ajuda a Paramount a evitar uma taxa de US$ 7 milhões por dia prevista para o caso de o negócio não ser concluído após 30 de setembro.

O Sindicato dos Roteiristas dos Estados Unidos (WGA, na sigla em inglês), que também havia processado as empresas para tentar impedir a operação, chegou a um acordo separado com a Paramount. Entre os termos está um fundo de assistência médica de US$ 17,5 milhões e proteções para trabalhadores da CBS e da CNN.

A fusão ainda precisa cumprir as etapas finais para ser concluída. Se concretizada, a operação reunirá ativos como Paramount Pictures, Warner Bros., CBS, CNN, HBO Max e Paramount+, criando um dos maiores grupos de mídia e entretenimento do mundo

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