Brasil

O que é um tsunami meteorológico e como ele acontece?

Fenômeno raro fez a água avançar rapidamente sobre praias e áreas costeiras de Laguna, Jaguaruna e Imbituba, em Santa Catarina

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Caroline Vale
Onda gigante assusta moradores e pescadores em Laguna. | Reprodução

Onda gigante assusta moradores e pescadores em Laguna. | Reprodução

O avanço repentino do mar que atingiu Laguna, Jaguaruna e Imbituba, no Litoral Sul de Santa Catarina, nesta segunda-feira (21), foi causado por um tsunami meteorológico, segundo a Defesa Civil estadual.

O fenômeno fez a água avançar rapidamente sobre praias, ruas e estruturas próximas à costa. Barcos e equipamentos de pesca também foram arrastados.

Apesar do nome, o tsunami meteorológico não tem relação com terremotos. Ele acontece por causa de uma combinação de condições do tempo, principalmente mudanças rápidas na pressão atmosférica e ventos fortes.

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No caso de Santa Catarina, uma linha de instabilidade passou pela região e provocou rajadas de vento sul entre 60 km/h e 90 km/h. Ao mesmo tempo, houve uma alteração rápida no nível do mar, registrada pelos marégrafos de Laguna e Imbituba. A confirmação do fenômeno ocorreu a partir da análise dos radares, satélites e marégrafos.

Como o fenômeno acontece?

Quando uma mudança brusca na pressão do ar e ventos intensos atingem o mar, eles podem deslocar a água e provocar uma elevação rápida do nível do oceano.

O efeito pode ser maior em locais com determinadas características da costa, como áreas rasas, baías e enseadas. Por isso, a água pode avançar de forma repentina sobre a faixa litorânea.

O fenômeno pode durar de alguns minutos a algumas horas e é considerado raro e difícil de prever.

A principal diferença para um tsunami é a causa. O tsunami tradicional geralmente acontece após terremotos submarinos ou outros eventos que deslocam uma grande quantidade de água. Já o tsunami meteorológico é provocado pelo tempo, principalmente por alterações na pressão atmosférica e ventos associados a tempestades.

Pode acontecer novamente?

Segundo a Defesa Civil de Santa Catarina, não há previsão de um novo tsunami meteorológico nos próximos dias.

"O tsunami meteorológico depende de condições de tempo muito específicas, e a tendência é de estabilidade com a chegada da massa de ar frio e seco, o que não favorece novas linhas de instabilidade sobre o mar", disse a Defesa Civil.

O estado, porém, deve ter mar agitado entre terça (22) e quinta-feira (24), com ondas de 2 a 3 metros. Esse cenário é diferente do fenômeno registrado nesta segunda e exige atenção de pescadores, navegadores, praticantes de esportes náuticos e banhistas.

A previsão é de mudança no tempo a partir de terça, com a chegada de uma massa de ar frio e seco, que reduz as condições favoráveis para a formação de novas linhas de instabilidade sobre o mar.

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