Conselho do MPF decide nesta sexta (25) se investiga Gonet
Procurador-geral da República é citado em mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Master

Procurador-geral da República, Paulo Gonet | Divulgação/Gustavo Moreno/STF
O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) se reúne nesta sexta-feira (25), a partir das 10h, para decidir se abre ou não uma investigação sobre a atuação do procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, no caso Master, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
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O nome do chefe da PGR é citado em conversas encontradas no celular do ex-dono do banco. O relatório da Polícia Federal (PF) que traz mensagens de Vorcaro aponta uma possível proximidade entre Gonet e Vorcaro.
Na conturbada sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) em 15 de setembro, o procurador-geral negou relacionamento com o ex-banqueiro e afirmou que a única ligação entre os dois foi intermediada por advogado e "brevíssima e banal".
Depois, no entanto, veio outra descoberta da PF no celular de Vorcaro: uma foto em que Gonet aparece em um evento em Londres ao lado do ex-banqueiro, com um charuto na mão.
Como será a sessão
A sessão será presidida pelo vice-presidente do Conselho Superior, subprocurador-geral Nicolao Dino, irmão do ministro Flávio Dino, do STF. Ele deve abrir os trabalhos e passar a palavra ao relator do procedimento, subprocurador-geral Francisco Sanseverino. A votação será aberta em seguida, em ordem reversa de antiguidade dos conselheiros.
Em nota, o MPF explicou que "na prática", o Conselho vai decidir se deve ou não designar um subprocurador-geral da República, membro do último grau de carreira da instituição, "para investigar possível prática de crime comum atribuível ao procurador-geral da República".
Órgão máximo de deliberação do Ministério Público Federal, o Conselho Superior é formado pelo próprio chefe da PGR, que não deve participar da sessão, pelo vice-procurador-geral, Hindenburgo Chateaubriand, por quatro subprocuradores-gerais eleitos por procuradores de todo o Brasil (via Colégio de Procuradores) e quatro subprocuradores-gerais eleitos por seus pares.
Caso a maioria dos nove conselheiros votantes entenda que há elementos suficientes para abrir uma investigação contra Gonet, um subprocurador-geral será designado para analisar o caso. Se o Conselho identificar indícios de crime, o relatório será enviado ao Supremo, responsável por eventual abertura de inquérito.














