Política

Bolsonaro diz ser massacrado e volta a atacar Supremo, urna eletrônica e esquerda

Em live ao lado dos filhos Flávio, Eduardo e Carlos, o ex-presidente falou a aliados do PL de olho das eleições municipais deste ano

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Ricardo Brandt
29/01/2024, 00:36 • Atualizado em 29/01/2024, 01:04
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Bolsonaro diz ser massacrado e volta a atacar Supremo, urna eletrônica e esquerda

Em uma "superlive" na internet de quase duas horas, ao lado dos três filhos parlamentares, Flávio, Eduardo e Carlos, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) falou sobre fake news, sobre o gabinete do ódio, falta de provas nas acusações contra a família, sobre as suspeitas do caso Marielle, a facada que ele sofreu em Minas Gerais, em 2018, relembrou a morte do prefeito Celso Daniel (PT), sobre as eleições 2022, urnas eletrônicas e Tribunal Superior Eleitoral e o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

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Com uma camisa da seleção de Israel, Bolsonaro ainda falou que é massacrado por parte da opinião pública e pelos meios de comunicação e avisou que os candidatos devem estar preparados para serem alvos de "mentiras".

O ex-presidente está inelegível, condenado pelo TSE por abuso de poder político nas eleições de 2022.

Bolsonaro abriu a live citando o presidente Nicolás Maduro e o sistema eleitoral da Venezuela, em plebiscito com votos impressos simultâneos ao eletrônico. "Nesse plebiscito, que vimos há poucas semanas e teve a iniciativa do presidente Maduro, teve o voto impresso ao lado da urna eletrônica", disse o ex-presidente, que voltou a defender o voto impresso e atacar as urnas eletrônicas.

Atos golpistas

Bolsonaro ainda classificou de farsa, os atos golpistas de 8 de Janeiro de 2023. “É uma farsa isso. Que 8 de Janeiro é esse que leva ao sofrimento inocentes, pobres coitados? Alguns depredaram, tem que pagar, como no próprio dia 8 dei uma tuitada, lamentei ocorrido”.

Segundo ele, não houve tentativa de golpe de estado. “Golpe de Estado sem um tiro? Sem um fuzil? E cadê as inteligências, falam tanto da inteligência, que não levantaram isso?”, indagou.

Fala a convertidos

O Evento Conservador 2024, nome da live transmitida neste domingo (28), às 19h, buscou "organizar a base bolsonarista" e "preparar futuros candidatos", além de "criar influenciadores para atuarem localmente regidos pelas pautas do grupo". "Chegou o momento de prepararmos os candidatos e as lideranças locais para este ano tão decisivo", informou a página oficial do evento.

Bolsonaro destacou na live que Eduardo, deputado federal pelo PL de São Paulo, era o responsável pela "super live". Em tom informal, eles falaram sobre suas histórias políticas e pessoais, contaram casos de campanhas eleitorais. Todos na mesa, com uma bandeira do Brasil, os quatro integrantes do clã Bolsonaro discursaram à militância.

Bolsonaro apresentou uma lista de temas obrigatórias para os aliados em 2024. Espécie de condição para receber o apoio político do clã, candidatos a prefeito e vereador do PL e aliados devem tratar sobre o combate ao aborto legal, às drogas, ao liberalismo e, principalmente, polarizar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o PT.

A live serviu para oficializar o lançamento de um curso para candidatos conservadores. Todos falaram, inclusive o vereador do Rio Carlos Bolsonaro (Republicanos), que raramente dá entrevistas ou faz discursos.

O senador Flávio (PL-RJ), falou em "disputa Bolsonaro versus a esquerda" nas urnas, neste ano. "Busquem aqueles candidatos que tenham referência, esses princípios, que o presidente Bolsonaro criou dentro do nosso partido."

O PL quer lançar 1,5 mil candidatos a prefeito. Em 2020, foram eleitos 345 prefeitos.

Polêmicas

Bolsonaro citou o caso Marielle Franco e a tentativa de delação do ex-policial militar Ronnie Lessa, executor do crime. O ex-presidente lembrou que chegaram a acusá-lo de envolvimento com o crime. "Fomos massacrados." Provocou ainda os petistas, sobre o assassinato do prefeito de Santo André Celso Daniel (PT), em 2001. "Por que a esquerda não fez a campanha "quem matou Celso Daniel?"

Defendeu ainda o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), alvo de investigação da PF por ter montado uma espécie de Abin paralela na Agência Brasileira de Inteligência, no governo Bolsonaro, para perseguir adversários.

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