Análise: Lula condena ataques na Venezuela sem citar EUA, Trump e Maduro
Auxiliares do presidente afirmaram ao SBT News que “Lula disse tudo” o que precisava ser dito sem prejudicar capacidade do país de mediar crise dos dois lados
Basília Rodrigues
Presidente Lula (PT) | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR
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Após seis horas, desde a notícia de que o país vizinho era alvo de ataques dos Estados Unidos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou o ato, classificando-o de inaceitável, sem citar o nome dos Estados Unidos, nem de Trump, nem de Maduro.
Lula, que não está em Brasília, veio a público somente depois de ouvir Celso Amorim, assessor para assuntos internacionais da presidência; e os ministros do Itamaraty, Mauro Vieira e da Defesa, José Múcio. De acordo com uma das autoridades que conversou com Lula, o presidente “disse tudo” o que precisava ser dito sem prejudicar a capacidade do país de mediar a crise com os dois lados.
O Brasil se preocupa com o impacto da crise para os brasileiros e não quer perder as condições de ser intermediador de um possível processo de transição na Venezuela, que tende a marcar a saída de Nicolas Maduro do governo para um novo momento no país, que é cercado por muitos interesses econômicos e políticos.
Auxiliares da presidência afirmaram ao SBT News que o Brasil será importante na reconstrução da Venezuela, muitas vezes identificado como um lugar no “quintal do Brasil”. E, que apesar das indisposições com Maduro, o país nunca virou as costas para a população venezuelana.
Brasil e Venezuela possuem relações históricas, que alcançaram patamar elevado pela proximidade de Lula com o ex-presidente Hugo Chavez. Em 2003, em seu primeiro mandato, Lula organizou o Grupo dos Amigos da Venezuela, com objetivo de auxiliar no diálogo entre forças de apoio e oposição. Apesar do avanço de posicionamentos mais críticos a Venezuela na América do Sul e no mundo, o Brasil por vezes já esboçou a vontade de reeditar o grupo para auxiliar nas mudanças que o país vizinho deverá passar.
Há defesa no governo brasileiro para que Venezuela retome a participação plena no Mercosul. O país está suspenso há quase dez anos do bloco diante da suspeita de fraudes eleitorais, desrespeito a princípios democráticos e econômicos do grupo.
Análise: Lula condena ataques na Venezuela sem citar EUA, Trump e MaduroAuxiliares do presidente afirmaram ao SBT News que “Lula disse tudo” o que precisava ser dito sem prejudicar capacidade do país de mediar crise dos dois ladosPolítica2026-01-03T13:58:23.882ZA , dá o tom do desafio que o Brasil tem em defender a Venezuela sem criar problemas com o governo de Donald Trump, nem com os integrantes da gestão de Nicolás Maduro. Após seis horas, desde a notícia de que o país vizinho era, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou o ato, classificando-o de inaceitável, sem citar o nome dos Estados Unidos, nem de Trump, nem de Maduro. + Lula, que não está em Brasília, veio a público somente depois de ouvir Celso Amorim, assessor para assuntos internacionais da presidência; e os ministros do Itamaraty, Mauro Vieira e da Defesa, José Múcio. De acordo com uma das autoridades que conversou com Lula, o presidente “disse tudo” o que precisava ser dito sem prejudicar a capacidade do país de mediar a crise com os dois lados. O Brasil se preocupa com o impacto da crise para os brasileiros e não quer perder as condições de ser intermediador de um possível processo de transição na Venezuela, que tende a marcar a saída de Nicolas Maduro do governo para um novo momento no país, que é cercado por muitos interesses econômicos e políticos. Auxiliares da presidência afirmaram ao SBT News que o Brasil será importante na reconstrução da Venezuela, muitas vezes identificado como um lugar no “quintal do Brasil”. E, que apesar das indisposições com Maduro, o país nunca virou as costas para a população venezuelana. Brasil e Venezuela possuem relações históricas, que alcançaram patamar elevado pela proximidade de Lula com o ex-presidente Hugo Chavez. Em 2003, em seu primeiro mandato, Lula organizou o Grupo dos Amigos da Venezuela, com objetivo de auxiliar no diálogo entre forças de apoio e oposição. Apesar do avanço de posicionamentos mais críticos a Venezuela na América do Sul e no mundo, o Brasil por vezes já esboçou a vontade de reeditar o grupo para auxiliar nas mudanças que o país vizinho deverá passar. + Há defesa no governo brasileiro para que Venezuela retome a participação plena no Mercosul. O país está suspenso há quase dez anos do bloco diante da suspeita de fraudes eleitorais, desrespeito a princípios democráticos e econômicos do grupo.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/analise-lula-condena-ataques-na-venezuela-sem-citar-eua-trump-e-maduro