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ONU: Presidente do Chile propõe "ritmo responsável” para IA

José Antonio Kast pede investimentos no país e defende combate a facções criminosas

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Duda Ventura
Presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, durante  a campanha presidencial de 2025 | Foto: Wikipédia - 13.09.2025

Presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, durante a campanha presidencial de 2025 | Foto: Wikipédia - 13.09.2025

No discurso na Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22), o presidente do Chile, José Antonio Kast, defendeu que a inteligência artificial seja tratada como uma questão ética e geopolítica, e não apenas tecnológica.

Kast argumentou que a humanidade desenvolve uma das tecnologias mais poderosas de sua história sem uma estrutura global de governança capaz de acompanhar esse avanço. O presidente defendeu que a inovação não deve ser freada, mas regulada de forma a conciliar desenvolvimento e responsabilidade.

“Escolhemos o caminho que chamamos de ‘ritmo responsável’: avançar tão rápido quanto nossa capacidade de administrar aquilo que avançamos permitir. Uma regulamentação que habilite, e não que proíba; investimento em talento, em capacidade computacional e energia; e avaliação rigorosa. O Chile quer liderar a partir do conhecimento, e não a partir do medo”, afirmou.
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Na área de segurança, Kast também destacou o combate ao crime organizado na América Latina. Assim como outros líderes da região que discursaram na Assembleia – como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a presidente do Peru, Keiko Fujimori – o chileno defendeu maior coordenação internacional para enfrentar as facções, controlar a migração irregular e reforçar o controle das fronteiras.

Outro ponto de destaque foi a exploração de minerais críticos. Kast apresentou o Chile como um “ator fundamental na transição energética”: “o Chile possui cerca de um quarto das reservas mundiais de lítio e somos o maior produtor de cobre do planeta. (...) Essa riqueza não é apenas nossa fortuna, é nossa responsabilidade com vocês”, declarou.

Décimo presidente chileno em pouco mais de uma década, Kast também fez um apelo por investimentos no país e destacou a importância de oferecer previsibilidade aos investidores.

“O Chile não renuncia à sua soberania e tampouco renuncia à exploração de seus minerais. (...) A energia do futuro deve servir à humanidade e não ficar refém de monopólios nem de atores que não respeitam as regras”, afirmou. “É possível e necessário conciliar crescimento com sustentabilidade. São inseparáveis.”

Ao abordar a situação política na Venezuela, Kast disse que os governos estão retomando relações sob a nova liderança e que oferecem ajuda às mudanças no regime.

“Estamos retomando nossas relações com a Venezuela. Sob uma nova liderança, foram abertas portas que permaneceram fechadas durante muitos anos. (...) A Venezuela tem pela frente uma oportunidade histórica de reencontrar suas melhores tradições democráticas, suas instituições e seus milhões de filhos espalhados por todo o continente, que sonham em retornar à sua pátria. Depois de duas décadas de tensões, a América Latina quer que essa história termine bem.”

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