Macron apoia "moratória dupla" contra guerra na Ucrânia
Presidente francês também defendeu que países desenvolvam alternativas à Inteligência Artificial dos EUA e da China
Duda Ventura
Emmanuel Macron apoia moratória dupla contra guerra na Ucrânia | Michel Euler/Pool via Reuters
O presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu nesta terça-feira (22), durante discurso na Assembleia Geral da ONU, uma “moratória dupla” sobre ataques a instalações de energia e infraestrutura civil na Rússia e na Ucrânia.
Moratória é a prorrogação ou o adiamento do prazo concedido por um credor ou estabelecido por lei para o pagamento de uma dívida ou cumprimento de uma obrigação.
De acordo com o presidente francês, a medida poderia reduzir os impactos do conflito sobre a população, especialmente com a aproximação do inverno, e abrir espaço para novas negociações. Apoiador da Ucrânia desde o início do conflito, Macron afirmou que o país continuará ao lado das “legítimas aspirações do povo ucraniano por paz, segurança e um futuro”.
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“Há quase cinco anos, a Rússia trava uma guerra contra civis. Ela ocupa o território de um Estado soberano. (...) Não pouparemos esforços para garantir que negociações úteis entre a Rússia e a Ucrânia comecem o mais rápido possível.”
Macron ainda pediu uma moratória no Mar Negro para permitir a circulação de grãos e ampliar a segurança alimentar, especialmente em países emergentes e em desenvolvimento.
Na segunda-feira (21), Macron se encontrou com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em Nova York, e prometeu ajuda em defesa aérea e energia: “A França estará ao lado da Ucrânia para enfrentar o inverno, e o G7 de Energia se mobilizará para lhes fornecer apoio”, escreveu nas redes sociais.
Em relação ao conflito entre israelenses e palestinos, o líder francês voltou a defender a solução de dois Estados, e disse que seria inaceitável “contemplar esse espetáculo vergonhoso” na Faixa de Gaza e na Cisjordânia sem agir.
“Precisamos respeitar o direito legítimo do povo palestino de existir. Isso é essencial para a segurança e para sua própria existência, com a qual estamos profundamente comprometidos.”
Em outro trecho do discurso, Macron defendeu que países que buscam manter sua independência estratégica desenvolvam uma alternativa aos modelos de inteligência artificial dos Estados Unidos e da China.
A proposta do francês seria reunir capacidade computacional e recursos de diferentes países para desenvolver um modelo de IA de código aberto. Segundo Macron, o objetivo é evitar que essas nações fiquem dependentes das duas principais potências tecnológicas.
“Não quero que ninguém se torne vassalo de uma das grandes potências. Em vez disso, devemos nos unir para construir um modelo de fronteira de código aberto, um modelo de ponta”, defendeu.
Macron apoia "moratória dupla" contra guerra na UcrâniaPresidente francês também defendeu que países desenvolvam alternativas à Inteligência Artificial dos EUA e da ChinaMundo2026-09-22T20:41:26.891ZO presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu nesta terça-feira (22), durante discurso na Assembleia Geral da ONU, uma “moratória dupla” sobre ataques a instalações de energia e infraestrutura civil na Rússia e na Ucrânia. Moratória é a prorrogação ou o adiamento do prazo concedido por um credor ou estabelecido por lei para o pagamento de uma dívida ou cumprimento de uma obrigação. De acordo com o presidente francês, a medida poderia reduzir os impactos do conflito sobre a população, especialmente com a aproximação do inverno, e abrir espaço para novas negociações. Apoiador da Ucrânia desde o início do conflito, Macron afirmou que o país continuará ao lado das “legítimas aspirações do povo ucraniano por paz, segurança e um futuro”. “Há quase cinco anos, a Rússia trava uma guerra contra civis. Ela ocupa o território de um Estado soberano. (...) Não pouparemos esforços para garantir que negociações úteis entre a Rússia e a Ucrânia comecem o mais rápido possível.” Macron ainda pediu uma moratória no Mar Negro para permitir a circulação de grãos e ampliar a segurança alimentar, especialmente em países emergentes e em desenvolvimento. Na segunda-feira (21), Macron se encontrou com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em Nova York, e prometeu ajuda em defesa aérea e energia: “A França estará ao lado da Ucrânia para enfrentar o inverno, e o G7 de Energia se mobilizará para lhes fornecer apoio”, escreveu nas redes sociais. Em relação ao conflito entre israelenses e palestinos, o líder francês voltou a defender a solução de dois Estados, e disse que seria inaceitável “contemplar esse espetáculo vergonhoso” na Faixa de Gaza e na Cisjordânia sem agir. “Precisamos respeitar o direito legítimo do povo palestino de existir. Isso é essencial para a segurança e para sua própria existência, com a qual estamos profundamente comprometidos.” Inteligência Artificial Em outro trecho do discurso, Macron defendeu que países que buscam manter sua independência estratégica desenvolvam uma alternativa aos modelos de inteligência artificial dos Estados Unidos e da China. A proposta do francês seria reunir capacidade computacional e recursos de diferentes países para desenvolver um modelo de IA de código aberto. Segundo Macron, o objetivo é evitar que essas nações fiquem dependentes das duas principais potências tecnológicas. “Não quero que ninguém se torne vassalo de uma das grandes potências. Em vez disso, devemos nos unir para construir um modelo de fronteira de código aberto, um modelo de ponta”, defendeu. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/macron-apoia-moratoria-dupla-contra-guerra-na-ucrania