Política

"Abin paralela": PF indicia Carlos Bolsonaro e Ramagem e envia relatório ao STF

Correção: Jair Bolsonaro foi apenas citado e não indiciado; inquérito investiga uso de software FirstMile e outras ferramentas para espionagem ilegal

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Felipe Moraes
17/06/2025, 13:58 • Atualizado em 18/06/2025, 00:16
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Bolsonaro, Carlos e Alexandre Ramagem: indiciados pela PF no caso da "Abin paralela" | Divulgação/Fellipe Sampaio/STF e Divulgação/Caio César/CMRJ

Bolsonaro, Carlos e Alexandre Ramagem: indiciados pela PF no caso da "Abin paralela" | Divulgação/Fellipe Sampaio/STF e Divulgação/Caio César/CMRJ

A Polícia Federal (PF) indiciou o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), o "filho 02" do ex-presidente Jair Bolsonaro, e o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) no inquérito da "Abin paralela", que investiga esquema de espionagem ilegal e monitoramento de autoridades no governo passado. A força policial concluiu relatório e o enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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Jair Bolsonaro foi citado no relatório enviado ao Supremo, mas diferente do que informado anteriormente, não há confirmação de indiciamento. Esta reportagem foi corrigida e novo texto publicado pelo SBT News.

O que é e como funcionava a "Abin paralela"?

Ao longo da investigação e de diversas operações, como Última Milha e Vigilância Aproximada, a PF apontou que ferramentas como o software FirstMile foram usadas por uma organização criminosa formada dentro da Abin para vigiar ministros do STF, como Alexandre de Moraes e o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, jornalistas, parlamentares, a exemplo dos ex-presidentes da Câmara Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Maia (PSD-RJ), outras autoridades e advogados.

Ramagem foi diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) entre 2019 e 2022. Apontado como um dos nomes do "núcleo político" do esquema, Carlos entrou no inquérito por causa da suspeita da PF sobre entrelaçamento de ações do chamado "gabinete do ódio" com a "Abin paralela".

Esse grupo reunia influenciadores digitais para, entre outras atividades, disseminar fake news sobre adversários do governo Bolsonaro e sistema eleitoral brasileiro e conteúdos para beneficiar aliados do ex-presidente.

Carlos Bolsonaro criticou indiciamento em postagem na rede social X, antigo Twitter: "Alguém tinha alguma dúvida que a PF do Lula faria isso comigo? Justificativa? Creio que os senhores já sabem: eleições em 2026? Acho que não! É só coincidência!".

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