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Polícia

Símbolo do mercado financeiro, Faria Lima abrigava empresas apontadas por lavar dinheiro de facção criminosa

Mais de 40 empresas alvos de megaoperação funcionam no centro financeiro de São Paulo. Em apenas um prédio, foram cumpridos 15 mandados de busca

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Sofisticada, elegante e moderna. A Avenida Faria Lima, símbolo do mercado financeiro em São Paulo, se tornou endereço de parte de uma investigação contra a maior facção criminosa do país. Segundo o Ministério Público Estadual e a Receita Federal, 42 dos 350 alvos da megaoperação desta quinta-feira (28) estavam na região.

As autoridades identificaram um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis comandado por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). De acordo com as apurações, foram sonegados mais de R$ 7,5 bilhões em impostos.

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Nesta quinta, os carros de luxo que circulam diariamente pela avenida dividiram espaço com viaturas policiais e da Receita Federal. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos desde cedo.

Em apenas um prédio, foram expedidos 15 mandados direcionados a escritórios de fundos de investimento. O objetivo era rastrear os endereços usados como fachada para movimentar, ocultar e lavar recursos do crime organizado.

A investigação aponta que fintechs — empresas financeiras com uso intensivo de tecnologia — eram a ponta do iceberg. O dinheiro arrecadado desde a produção até a venda de combustíveis era transferido para esses fundos, principalmente imobiliários, onde ganhava aparência de legalidade e ainda se multiplicava, aumentando o capital da facção.

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As brechas nas normas que regem esse setor possibilitaram a atuação da facção. Documentos e computadores apreendidos pela força-tarefa em São Paulo devem revelar nomes, contas bancárias e bens de todos os envolvidos no esquema que, segundo os investigadores, prejudica os cofres públicos e a sociedade.

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