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'Sicário' de Vorcaro responde a denúncia sob acusação de lesar investidores em MG e já teve celular apreendido

Justiça mineira autorizou em julho do ano passado extração de dados de celular de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão

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Daniel Vorcaro | Reprodução/Esfera Brasil
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Apontado pela Polícia Federal como chefe de um grupo que agia a mando de Daniel Vorcaro para intimidar adversários, empregados e jornalistas, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão responde a denúncia em Minas Gerais sob acusação de promover esquema de pirâmide financeira que lesou investidores e que se assemelha ao que agora se investiga no caso Master.

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O SBT News teve acesso a dados do processo em que Luiz Phillipi --identificado como "Sicário" no grupo de mensagens que tinha com Vorcaro-- foi denunciado ao lado de outros 10 réus por organização criminosa, crimes contra a economia popular e lavagem de dinheiro (processo 0268355-37.2021.8.13.0024).

Ele teve o telefone celular apreendido e, em julho do ano passado, a 5ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte autorizou o Ministério Público a fazer a extração de dados.

O caso envolvendo Luiz Phillipi em Minas se refere a um suposto golpe de pirâmide que teria sido promovido pela Alcateia Investimentos que, de acordo com os autos, prometia altíssimos rendimentos, de até 10% ao mês, sem risco de perdas e sem taxas, captando investidores através dos chamados "Lobos Alfa" -- gerentes que ganhavam comissão por recrutar novos participantes. 

Dinheiro vivo, joias e arma: itens apreendidos pela PF na terceira fase da operação Compliance Zero | Divulgação/Polícia Federal
Dinheiro vivo, joias e arma: itens apreendidos pela PF na terceira fase da operação Compliance Zero | Divulgação/Polícia Federal

Mesmo após a Comissão de Valores Mobiliários emitir alerta e aplicar multa diária de R$ 5 mil por ausência de autorização, a empresa continuou operando, até que em outubro de 2017 transferiu sua base de 50 mil investidores para a Maximus Digital, uma factoring sediada em Belo Horizonte e que teria Luiz Phillipi como um de seus sócios ocultos.

A Maximus prometeu honrar os rendimentos, mas poucos meses depois encerrou as atividades alegando descumprimento contratual pela Alcateia, deixando os investidores no prejuízo.

Dezenas de vítimas registraram boletins de ocorrência em todo o estado, e o esquema teria movimentado milhões de reais. 

De acordo com a denúncia, Luiz Phillipi, o Sicário, atuava como agiota antes de montar a Maximus.

Sicário é um termo de origem latina que define um assassino de aluguel ou indivíduo contratado para matar, agindo por recompensa.

O SBT News não conseguiu contato com sua defesa na manhã desta quarta.

"A Turma"

Na decisão que veio a público nesta quarta-feira (4), o Ministro André Mendonça decretou a prisão preventiva de Luiz Phillipi sob a suspeita de ele chefiar um núcleo no esquema de Daniel Vorcaro destinado a ações ilegais e até violentas.

Segundo a decisão, Luiz Phillipi chefiava o grupo informal chamado "A Turma", uma espécie de milícia privada contratada para monitorar adversários, intimidar jornalistas, acessar ilegalmente sistemas sigilosos da Polícia Federal, do Ministério Público e até da Interpol.

Esse grupo abrigou mensagens em que o banqueiro pediu explicitamente para "quebrar todos os dentes" do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, e "moer" uma ex-funcionária. Em troca, Mourão receberia cerca de R$ 1 milhão por mês, depositados para a empresa King Empreendimentos Imobiliárias e Participações Ltda.

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