Política

Portinho nega aliança da oposição com Moraes para rejeitar Messias: "Ministro foi tão derrotado quanto Lula"

Senador do PL diz que derrota de Messias reúne “o mesmo número de assinaturas para abrir impeachment” contra ministro

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O senador Carlos Portinho (PL-RJ) negou que tenha havido qualquer alinhamento entre a oposição e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na articulação que resultou na rejeição da indicação de Jorge Messias para a Corte. A declaração foi feita nesta quinta-feira (30), em entrevista ao SBT News.

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Portinho criticou decisões recentes do STF e disse que houve reação institucional do Senado na votação. Ele também afastou qualquer possibilidade de atuação conjunta entre oposicionistas e Moraes na rejeição da indicação: “De forma alguma. Isso é típico de quem não entendeu os sinais que foram enviados ontem pelo Senado Federal.”

“O ministro Alexandre de Moraes foi tão derrotado quanto o presidente Lula e o STF”, declarou. Segundo o senador, “o recado tá dado [...] é hora do STF baixar a bola, distensionar. [...] Ontem a derrota também foi do ministro Alexandre de Moraes, até porque nós colocamos 42 votos, o mesmo número de assinaturas que nós temos para abrir um processo de impeachment. O recado tá dado”.

Portinho diz que PL usou estratégia diferente para rejeição de Messias

Segundo Portinho, a mobilização da oposição começou semanas antes da votação, quando o PL decidiu adotar uma estratégia inédita. O senador explicou que a bancada optou pelo fechamento de questão para garantir unidade interna.

“Fechamento de questão é um instrumento próprio que vincula os parlamentares da bancada, no caso do PL, à orientação da liderança. Nesse caso, a estratégia era justamente manter os nossos votos dentro do PL”, disse. De acordo com ele, a medida também serviu como proteção política aos parlamentares. “Eles são intimidados, eles são ameaçados por muitas vezes ministros do STF. Isso não é lenda urbana, isso acontece.”

Portinho afirmou que a oposição já possuía cerca de 32 votos consolidados, reunindo partidos como PL, Novo, PP e Republicanos, além de parlamentares independentes. “A oposição já estava tratada”, declarou, acrescentando que o grupo também buscou apoio entre senadores da base governista insatisfeitos com a indicação.

“Nós sentimos que havia uma percepção da base do governo no Senado que a indicação frustrou as expectativas deles”, afirmou. Segundo ele, havia expectativa de que outro nome fosse indicado ao Supremo, o que teria contribuído para o resultado final.

Questionado sobre possíveis traições dentro da base aliada, o senador negou atuação direta do então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. “Não seria justo com o presidente Rodrigo Pacheco. Ele especialmente não se movimentou”, afirmou, atribuindo a derrota ao sentimento individual dos parlamentares.

Ao comentar o papel do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, Portinho afirmou que a atuação foi institucional e negou qualquer acordo político para barrar investigações. “O único acordo que houve é que a gente faria uma sessão do Congresso [...] para derrubar o veto sobre a dosimetria, porque é a prioridade número um”, explicou.

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