Policiais ligados ao bicheiro Rogério de Andrade são alvo de operação no Rio
Segundo o Ministério Público, 3 policiais civis e 1 policial penal são investigados por integrarem a organização criminosa chefiada pelo contraventor
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Emanuelle Menezes
28/11/2024, 14:45 • Atualizado em 28/11/2024, 15:05
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Rogério de Andrade foi preso no dia 29 de outubro e levado à Cidade da Polícia | Reprodução
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Corregedoria-Geral da Polícia Civil cumprem, nesta quinta-feira (28), mandados de busca e apreensão contra três policiais civis e um policial penal ligados a Rogério de Andrade, maior bicheiro da cidade.
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A força-tarefa apura o envolvimento dos policiais civis e do agente penitenciário em um esquema de caça-níqueis, na Zona Oeste, chefiado por Rogério de Andrade. De acordo com o inquérito, os quatro também integram um grupo responsável por negociar a liberação de presos em flagrante mediante pagamento de propina na 34ª Delegacia de Polícia, de Bangu.
As investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) começaram após a análise do conteúdo de um celular apreendido na segunda fase da operação Quarto Elemento, em 2018.
Os mandados foram requeridos pelo MPRJ à 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa da Capital e são cumpridos nos bairros de Bangu, Realengo, Taquara e Vargem Pequena.
Rogério de Andrade foi preso em 29 de outubro, em uma operação do Gaeco, que o denunciou como mandante do homicídio do contraventor Fernando Iggnácio. Os dois eram, respectivamente, sobrinho e genro de Castor de Andrade e disputavam a herança dos negócios criminosos do "maior bicheiro do Brasil". Ele foi transferido para um presídio federal de segurança máxima, no Mato Grosso do Sul, em 12 de novembro.
Fernando Iggnácio foi executado em novembro de 2020 | Reprodução
Disputa pela herança da contravenção
A disputa familiar pelos pontos de jogo de bicho e pelo controle das máquinas caça-níqueis, protagonizada por Rogério de Andrade e Fernando Iggnácio após a morte de Castor de Andrade, em 1997, causou uma série de atentados e centenas de homicídios.
Em 2010, Rogério foi vítima de um atentado a bomba. Ele e o filho, Diogo, de 17 anos, estavam em um carro de luxo na Avenida das Américas, também na Zona Oeste, quando uma bomba explodiu o veículo. O adolescente morreu na hora, enquanto o bicheiro ficou ferido no rosto e precisou fazer uma cirurgia no nariz.
Policiais ligados ao bicheiro Rogério de Andrade são alvo de operação no RioSegundo o Ministério Público, 3 policiais civis e 1 policial penal são investigados por integrarem a organização criminosa chefiada pelo contraventorCidades2024-11-28T14:45:12.885ZO Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Corregedoria-Geral da Polícia Civil cumprem, nesta quinta-feira (28), mandados de busca e apreensão contra três policiais civis e um policial penal ligados a Rogério de Andrade, maior bicheiro da cidade. Eles são investigados por integrarem a organização criminosa chefiada pelo sobrinho de Castor de Andrade. (saiba mais abaixo). A força-tarefa apura o envolvimento dos policiais civis e do agente penitenciário em um esquema de caça-níqueis, na Zona Oeste, chefiado por Rogério de Andrade. De acordo com o inquérito, os quatro também integram um grupo responsável por negociar a liberação de presos em flagrante mediante pagamento de propina na 34ª Delegacia de Polícia, de Bangu. As investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) começaram após a análise do conteúdo de um celular apreendido na segunda fase da operação Quarto Elemento, em 2018. Os mandados foram requeridos pelo MPRJ à 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa da Capital e são cumpridos nos bairros de Bangu, Realengo, Taquara e Vargem Pequena. Rogério de Andrade foi preso em 29 de outubro, em uma operação do Gaeco, que o denunciou como mandante do homicídio do contraventor Fernando Iggnácio. Os dois eram, respectivamente, sobrinho e genro de Castor de Andrade e disputavam a herança dos negócios criminosos do "maior bicheiro do Brasil". Ele foi , no Mato Grosso do Sul, em 12 de novembro. Disputa pela herança da contravenção A disputa familiar pelos pontos de jogo de bicho e pelo controle das máquinas caça-níqueis, protagonizada por Rogério de Andrade e Fernando Iggnácio após a morte de Castor de Andrade, em 1997, causou uma série de atentados e centenas de homicídios. Em 2010, Rogério foi vítima de um atentado a bomba. Ele e o filho, Diogo, de 17 anos, estavam em um carro de luxo na Avenida das Américas, também na Zona Oeste, quando uma bomba explodiu o veículo. O adolescente morreu na hora, enquanto o bicheiro ficou ferido no rosto e precisou fazer uma cirurgia no nariz. , em um heliporto no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio. A investigação do MPRJ e do Gaeco apontou Rogério de Andrade como responsável pelo ataque. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/policiais-ligados-ao-bicheiro-rogerio-de-andrade-sao-alvo-de-operacao-no-rio
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