Cidades

Polícia desmonta rede de furto de motos no DF

Grupo conseguia furtar os veículos, adulterar os sinais identificadores e encaminhá-los ao Nordeste em menos de 24 horas

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Pedro Canguçu
Flagrante de roubo de moto no Distrito Federal | Foto: Reprodução

Flagrante de roubo de moto no Distrito Federal | Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (1º), a Operação Duas Rodas, que tem como alvo uma organização criminosa especializada em furtos de motocicletas no Distrito Federal. Ao todo, foram cumpridos 11 mandados judiciais, sendo sete de prisão e quatro de busca e apreensão nas regiões de Samambaia e Ceilândia.

As investigações, conduzidas pela 26ª Delegacia de Polícia, apontaram que o grupo atuava de forma organizada e tinha ramificações no estado da Bahia. Os criminosos utilizavam um esquema rápido e coordenado para furtar as motocicletas, que eram levadas em menos de um minuto por meio de chaves falsas, conhecidas como "michas".

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Segundo a polícia, os furtos aconteciam, principalmente, durante o dia, em estacionamentos de locais comerciais movimentados, como farmácias e lojas. Após o crime, as motos eram escondidas em áreas de matagal para evitar a fiscalização.

Durante as investigações, os policiais interceptaram um caminhão-baú carregado com motocicletas furtadas que seriam enviadas para outro estado. De acordo com a PCDF, o grupo conseguia furtar os veículos, adulterar os sinais identificadores e encaminhá-los ao Nordeste em menos de 24 horas. Na Bahia, um dos integrantes recebia e vendia as motocicletas pelas redes sociais.

As apurações também revelaram que um dos suspeitos entrava em contato com vítimas que publicavam pedidos de ajuda nas redes sociais e exigia o pagamento de R$ 3 mil para informar onde as motocicletas estavam escondidas.

Outro fato que chamou a atenção dos investigadores é que um dos principais executores dos furtos estava em prisão domiciliar e voltou a cometer crimes menos de 15 dias após deixar o sistema prisional. Os investigados vão responder pelos crimes de organização criminosa, furto qualificado, adulteração de sinais identificadores de veículo automotor e extorsão. Somadas, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão.

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