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Grupo usava nome de facção para dar golpe da falsa namorada

Suspeitos afirmavam que a mulher seria casada com um dos membros do grupo e exigiam dinheiro para que ela não sofresse represálias

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Pedro Canguçu
Grupo usava nome de facção para dar golpe da falsa namorada

Uma organização criminosa de Pernambuco usava perfis falsos de mulheres e ameaças de facção para extorquir moradores do Distrito Federal. O grupo foi alvo da operação Tróia, realizada pela Polícia Civil (PCDF) nesta quarta-feira (1º). As investigações, da 29ª Delegacia de Polícia, começaram após um morador do Riacho Fundo procurar a polícia e relatar ter sido vítima do chamado "golpe da falsa namorada".

Segundo a apuração, a vítima conheceu uma suposta mulher por meio de um aplicativo de relacionamento e, após trocar mensagens, passou a receber ameaças de pessoas que se apresentavam como integrantes de uma facção criminosa.
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Os suspeitos afirmavam que a mulher seria casada com um dos membros do grupo e exigiam dinheiro para que ela não sofresse represálias. Com medo, o homem realizou transferências bancárias e teve prejuízo financeiro.

De acordo com a PCDF, a organização possuía uma divisão de tarefas bem definida. Uma parte do grupo criava perfis falsos para atrair as vítimas, enquanto outros integrantes assumiam as conversas e faziam ameaças. As investigações apontaram ainda que parte do esquema era operada de dentro do Presídio de Igarassu, em Pernambuco, onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão.

A polícia também identificou o braço financeiro da organização, responsável por receber e movimentar o dinheiro obtido com os golpes por meio de contas de terceiros, em um esquema de lavagem de dinheiro.

Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos nas cidades de Olinda, Tracunhaém e Paulista, em Pernambuco. Durante a operação, foram apreendidos celulares, computadores e outras mídias digitais, que serão periciados para identificar novas vítimas e aprofundar as investigações.

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