PM afasta policial que chutou mulher durante abordagem em São Vicente (SP)
Caso foi registrado em vídeo e é investigado; corporação afirma que não tolera excessos

SBT News
A Polícia Militar afastou o agente que deu um chute no rosto de uma mulher durante uma abordagem em um prédio em São Vicente, no litoral de São Paulo, na madrugada da última quinta-feira (19). A medida foi tomada após a repercussão do caso, registrado em imagens e agora investigado pelas autoridades.
De acordo com o boletim de ocorrência, os policiais foram acionados para atender a um chamado de agressão. Ao chegarem ao local, encontraram a mulher em aparente estado de surto. Segundo o relato, quando um dos agentes tentou se aproximar para conversar, foi atingido com um tapa no rosto.
O documento afirma ainda que, diante da agressão e da resistência, foi necessário o uso de força para conter a mulher.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que as imagens das câmeras corporais serão analisadas e que a Polícia Militar apura todas as circunstâncias da ocorrência. A pasta acrescentou que a corporação não compactua com excessos e que casos desse tipo são punidos.
Entenda o caso
O caso ocorreu na madrugada de quinta-feira (19), quando um policial militar foi filmado por testemunhas ao chutar o rosto da mulher durante a ocorrência. As imagens mostram Juliana Cravo, de 31 anos, caída no corredor do prédio. No vídeo, ela tenta segurar a perna de uma policial militar quando outro agente se aproxima e a chuta. A vítima grita e chora após a agressão.
Segundo testemunhas, a ocorrência começou após vizinhos acionarem a polícia por causa de uma festa no apartamento da moradora durante a madrugada. Relatos indicam que Juliana teria tentado agredir o porteiro antes da chegada da equipe policial. A subsíndica do prédio afirmou que, durante a abordagem, a mulher também teria dado um tapa em uma policial militar e, em seguida, foi imobilizada, permanecendo no chão.
Ferida no rosto, Juliana foi levada a um pronto-socorro e liberada. Em depoimento, ela afirmou que tem diagnóstico de ansiedade e depressão, faz uso de medicamentos e que estava há cerca de um mês sem tomar a medicação, o que teria levado a uma crise. Ela também disse não se lembrar do ocorrido e que soube do caso ao assistir às imagens.
A SSP informou que instaurou um inquérito para apurar a conduta do policial envolvido. O caso foi registrado como desacato.








