Polícia

Comandante da Guarda Municipal de Vitória é assassinada pelo companheiro

Dayse Barbosa foi a primeira mulher a ocupar cargo na história da corporação; Diego Oliveira de Souza tirou a própria vida

Imagem da noticia Comandante da Guarda Municipal de Vitória é assassinada pelo companheiro
Dayse Barbosa foi morta pelo companheiro, o PRF Diego Souza | Reprodução
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A comandante da Guarda Civil Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, foi assassinada a tiros na madrugada desta segunda-feira (23), na capital capixaba. Ela foi a primeira mulher a ocupar o cargo na história da corporação.

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O principal suspeito é o companheiro da vítima, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza. Ele invadiu a casa do pai de Dayse, no bairro Santo Antônio, atirou cinco vezes na cabeça dela e depois tirou a própria vida.

Os corpos de Dayse e Diego foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) de Vitória.

Luta pelas mulheres

Dayse foi a primeira mulher a ocupar o cargo de comandante da Guarda Civil Municipal de Vitória | Reprodução
Dayse foi a primeira mulher a ocupar o cargo de comandante da Guarda Civil Municipal de Vitória | Reprodução

Natural de Vitória, Dayse cresceu no bairro Santo Antônio e se formou em Pedagogia. Antes de ingressar na segurança pública, atuou na área da educação.

Ela entrou para a Guarda Municipal em 2012 e, ao longo dos anos, ganhou destaque dentro da corporação até assumir o comando – tornando-se a primeira mulher a ocupar o posto em mais de duas décadas de existência da instituição.

Reconhecida pela postura firme e pelo compromisso com a segurança pública, Dayse também era vista como símbolo da luta feminina, especialmente no enfrentamento à violência contra a mulher.

Dayse deixa uma filha de 8 anos.

Luto oficial

Em nota, a Prefeitura de Vitória lamentou a morte da comandante e informou que foi decretado luto oficial de três dias. A administração municipal também ressaltou o papel de Dayse na defesa dos direitos das mulheres e na construção de uma sociedade mais justa e segura.

"Sua partida deixa um legado de respeito, força e compromisso com o serviço público", diz trecho da nota.

Renato Casagrande (PSB), governador do Espírito Santo, também lamentou o crime.

"Trata-se de um crime brutal, que evidencia a gravidade da violência contra a mulher. Nenhuma justificativa pode existir para tamanha crueldade. Minha solidariedade aos seus familiares e amigos", afirmou.

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