Morte de Gritzbach foi "encomendada por membro do PCC", afirma delegada
Operação desta quinta-feira (16) prendeu cabo acusado de ser um dos atiradores e 14 PMs que faziam a escolta do delator
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Emanuelle Menezes
16/01/2025, 17:04 • Atualizado em 16/01/2025, 17:46
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Antônio Vinicius Gritzbach | Reprodução
Antônio Vinícius Gritzbach, delator executado em novembro do ano passado no Aeroporto de Guarulhos, foi morto a mando de um membro do Primeiro Comando da Capital, o PCC. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (16) pela diretora do DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa), Ivalda Aleixo, que investiga o crime.
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De acordo com a delegada, há duas linhas de investigação sobre de onde partiu a ordem para a execução. "Quanto ao mandante, temos duas linhas de investigação. Ambos de facção. Foi um crime encomendado por algum membro do PCC", disse Aleixo.
Em entrevista à imprensa, o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou que a investigação vai focar agora em descobrir quem mandou matar o delator.
"Existem algumas linhas de investigação, mas ainda não se sabe quem é o mandante", disse Derrite.
Outros 14 PMs, acusados de fazer a escolta ilegal do delator do PCC, também foram detidos na Operação Prodotes. Segundo o secretário de Segurança Pública, os policiais tinham conhecimento de que Gritzbach continuava cometendo crimes e, mesmo assim, forneciam segurança particular ao empresário – que lavava dinheiro do PCC. Eles foram enquadrados como integrantes da organização criminosa.
Foram presos pela Operação Prodotes:
13 policiais militares que faziam a escolta ilegal de Gritzbach, incluindo um tenente que seria o "chefe" do grupo;
um tenente que facilitava as escalas de trabalho para que os PMs participassem da escolta, com o conhecimento de que eles faziam a segurança de um homem que lavava dinheiro para o PCC;
um PM suspeito de ser um dos atiradores que mataram Gritzbach.
Quem é Antônio Vinícius Gritzbach
Em dezembro de 2021, Antônio Vinícius Gritzbach ordenou a morte do líder do PCC Anselmo Santa Fausta, o "Cara Preta", e do motorista Antônio Corona Neto, o "Sem Sangue", em uma emboscada no Tatuapé, na zona leste de São Paulo. O crime teria acontecido depois do traficante ter entregue R$ 40 milhões ao empresário para que fossem investidos em criptomoedas.
Após o investimento não dar certo e Anselmo perder o dinheiro, o líder do PCC fez diversas ameaças a Gritzbach. Em resposta, ele teria encomendado a morte do traficante com um pistoleiro, identificado como Noé Alves.
Cerca de 20 dias depois dos assassinatos, o responsável pelas mortes de "Cara Preta" e "Sem Sangue" foi executado pelo PCC. A facção deixou um bilhete ao lado do corpo de Noé – que foi esquartejado e teve a cabeça jogada no local da morte dos traficantes.
Delação premiada
Depois do crime, Gritzbach foi preso diversas vezes, até ser solto definitivamente em 7 de junho de 2023, quando ganhou liberdade condicional. Em junho de 2024, ele fez um acordo de delação premiada com a Justiça em troca de redução de pena e revelou esquemas de lavagem de dinheiro do PCC.
O empresário então passou a ser alvo de ameaças de morte pela facção criminosa. Por se sentir em risco, ele pediu mais segurança ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e decidiu contratar policiais militares de forma particular para sua proteção.
O assassinato
Gritzbach foi assassinado em 8 de novembro de 2024, na saída do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. O delator foi executado com 10 tiros de fuzil. Ele desembarcava com a namorada depois de voltar de Maceió (AL).
No momento, o empresário estava acompanhado por apenas um segurança, já que outros dois não compareceram devido a um problema mecânico no veículo que utilizavam. Os policiais militares que faziam parte da equipe de segurança foram presos nesta quinta-feira (16).
Morte de Gritzbach foi "encomendada por membro do PCC", afirma delegadaOperação desta quinta-feira (16) prendeu cabo acusado de ser um dos atiradores e 14 PMs que faziam a escolta do delatorCidades2025-01-16T17:04:56.788ZAntônio Vinícius Gritzbach, delator , foi morto a mando de um membro do Primeiro Comando da Capital, o PCC. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (16) pela diretora do DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa), Ivalda Aleixo, que investiga o crime. De acordo com a delegada, há duas linhas de investigação sobre de onde partiu a ordem para a execução. "Quanto ao mandante, temos duas linhas de investigação. Ambos de facção. Foi um crime encomendado por algum membro do PCC", disse Aleixo. Em entrevista à imprensa, o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou que a investigação vai focar agora em descobrir quem mandou matar o delator. "Existem algumas linhas de investigação, mas ainda não se sabe quem é o mandante", disse Derrite. Um , foi preso nesta quinta, em uma . Derrite informou que não divulgaria o nome do suspeito preso, já que o processo corre em segredo de Justiça, mas o SBT News apurou que se trata do policial Denis Antônio Martins. Outros 14 PMs, acusados de fazer a escolta ilegal do delator do PCC, também foram detidos na Operação Prodotes. Segundo o secretário de Segurança Pública, os policiais tinham conhecimento de que Gritzbach continuava cometendo crimes e, mesmo assim, forneciam segurança particular ao empresário – que lavava dinheiro do PCC. Eles foram enquadrados como integrantes da organização criminosa. Foram presos pela Operação Prodotes: Quem é Antônio Vinícius Gritzbach Em dezembro de 2021, , o "Cara Preta", e do motorista Antônio Corona Neto, o "Sem Sangue", em uma emboscada no Tatuapé, na zona leste de São Paulo. O crime teria acontecido depois do traficante ter entregue R$ 40 milhões ao empresário para que fossem investidos em criptomoedas. Após o investimento não dar certo e Anselmo perder o dinheiro, o líder do PCC fez diversas ameaças a Gritzbach. Em resposta, ele teria encomendado a morte do traficante com um pistoleiro, identificado como Noé Alves. Cerca de 20 dias depois dos assassinatos, o responsável pelas mortes de "Cara Preta" e "Sem Sangue" foi executado pelo PCC. A facção deixou um bilhete ao lado do corpo de Noé – que foi esquartejado e teve a cabeça jogada no local da morte dos traficantes. Delação premiada Depois do crime, Gritzbach foi preso diversas vezes, até ser solto definitivamente em 7 de junho de 2023, quando ganhou liberdade condicional. Em junho de 2024, ele fez um acordo de delação premiada com a Justiça em troca de redução de pena e . O empresário então passou a ser . Por se sentir em risco, ele pediu mais segurança ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e decidiu contratar policiais militares de forma particular para sua proteção. O assassinato Gritzbach foi assassinado em 8 de novembro de 2024, na saída do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. O delator foi executado com 10 tiros de fuzil. Ele desembarcava com a namorada depois de voltar de Maceió (AL). No momento, o empresário estava acompanhado por apenas um segurança, já que outros dois não compareceram devido a um . Os policiais militares que faziam parte da equipe de segurança foram presos nesta quinta-feira (16). São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/morte-de-gritzbach-foi-encomendada-por-membro-do-pcc-segundo-delegada
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