Governo de SP diz que novas câmeras terão acionamento remoto
Documento foi enviado ao Supremo Tribunal Federal após solicitação do ministro Luís Roberto Barroso
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SBT News
O governo de São Paulo enviou detalhes aos Supremo Tribunal Federal sobre o uso de câmerascorporais nas fardas dos policiais militares do estado. Segundo o governo paulista, as câmeras terão acionamento remoto e podem ser reativadas após “desligamento intencional”.
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A determinação foi do ministro Luís Roberto Barroso, presidente da corte, que queria detalhes sobre o funcionamento dos equipamentos e em quanto tempo a tecnologia é implantada.
O registro remoto poderá ser acionado pelo COPOM ou por “supervisores no Batalhão” policial. Quando uma gravação for encerrada, ainda de acordo com o governo paulista, o equipamento vai enviar uma mensagem à central do sistema de ocorrência da Polícia Militar (SIOPM), que poderá reiniciar a gravação, também de forma remota.
Ativação de câmeras via Bluetooth
O governo afirmou que testes estão previstos para a próxima terça-feira (10), para validar as funcionalidades das novas câmeras. Foram enviadas três cópias dos contratos ao STF. A administração paulista tem contratos firmados com a Motorola Solutions e outros dois com a Axon Advanta, válidos, respectivamente, até janeiro e março de 2025.
Os equipamentos ainda terão ativação remota e automática via Bluetooth, sem qualquer ação humana. Ao iniciar uma gravação, todas as câmeras que estiverem em um raio de aproximadamente 10 metros também vão gravar de forma automática e de acordo com o deslocamento do agente.
Há ainda uma solicitação do governo para a detecção de estampido. O governo pediu à Motorola estudos técnicos para viabilizar essa modalidade de acionamento das câmeras.
Sob pressão, Tarcísio volta atrás e defende câmeras nas fardas
Diante da situação, a Secretaria de Segurança Pública, chefiada por Guilherme Derrite, e o próprio Tarcísio, foram forçados a dar explicações. O governador, pressionado, recuou e afirmou que era "uma pessoa completamente errada" por criticar câmeras em fardas de PMs.
A expectativa do governo é que as novas câmeras sejam distribuídas “gradualmente a cada 90 dias”, com as quatro primeiras fases atendendo unidades policiais vinculadas aos contratos com a Axon Advanta. A quinta fase será direcionada a novos batalhões.
O número de câmeras está sendo ampliado em 18,5%, ainda de acordo com o governo paulista, e que o contrato com a Motorola “resultou em uma economia 45,9% para o tesouro estadual em relação ao pregão anterior”. O novo acordo prevê 12 mil câmeras, com investimento anual de R$ 51,9 milhões. A empresa será a total responsável pela manutenção dos equipamentos.
Governo de SP diz que novas câmeras terão acionamento remoto Documento foi enviado ao Supremo Tribunal Federal após solicitação do ministro Luís Roberto Barroso Cidades2024-12-07T13:54:39.570ZO governo de São Paulo enviou detalhes aos Supremo Tribunal Federal sobre o uso de câmeras corporais nas fardas dos policiais militares do estado. Segundo o governo paulista, as câmeras terão acionamento remoto e podem ser reativadas após “desligamento intencional”. + A determinação foi do ministro Luís Roberto Barroso, presidente da corte, que queria detalhes sobre o funcionamento dos equipamentos e em quanto tempo a tecnologia é implantada. O registro remoto poderá ser acionado pelo COPOM ou por “supervisores no Batalhão” policial. Quando uma gravação for encerrada, ainda de acordo com o governo paulista, o equipamento vai enviar uma mensagem à central do sistema de ocorrência da Polícia Militar (SIOPM), que poderá reiniciar a gravação, também de forma remota. Ativação de câmeras via Bluetooth O governo afirmou que testes estão previstos para a próxima terça-feira (10), para validar as funcionalidades das novas câmeras. Foram enviadas três cópias dos contratos ao STF. A administração paulista tem contratos firmados com a Motorola Solutions e outros dois com a Axon Advanta, válidos, respectivamente, até janeiro e março de 2025. Os equipamentos ainda terão ativação remota e automática via Bluetooth, sem qualquer ação humana. Ao iniciar uma gravação, todas as câmeras que estiverem em um raio de aproximadamente 10 metros também vão gravar de forma automática e de acordo com o deslocamento do agente. Há ainda uma solicitação do governo para a detecção de estampido. O governo pediu à Motorola estudos técnicos para viabilizar essa modalidade de acionamento das câmeras. Sob pressão, Tarcísio volta atrás e defende câmeras nas fardas O governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi pressionado após a escalada de casos de violência policial no estado. Em poucos dias, um policial foi flagrado por câmeras de segurança e que não apresentou ameaça, um homem e um durante uma abordagem, incluindo uma idosa. Diante da situação, a Secretaria de Segurança Pública, chefiada por Guilherme Derrite, e o próprio Tarcísio, foram forçados a dar explicações. O governador, pressionado, por criticar câmeras em fardas de PMs. A expectativa do governo é que as novas câmeras sejam distribuídas “gradualmente a cada 90 dias”, com as quatro primeiras fases atendendo unidades policiais vinculadas aos contratos com a Axon Advanta. A quinta fase será direcionada a novos batalhões. O número de câmeras está sendo ampliado em 18,5%, ainda de acordo com o governo paulista, e que o contrato com a Motorola “resultou em uma economia 45,9% para o tesouro estadual em relação ao pregão anterior”. O novo acordo prevê 12 mil câmeras, com investimento anual de R$ 51,9 milhões. A empresa será a total responsável pela manutenção dos equipamentos. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/governo-de-sp-diz-que-novas-cameras-terao-acionamento-remoto