Conferência de Segurança de Munique discute menos dependência dos EUA
Líderes europeus debatem autonomia militar após falas de Trump sobre Groenlândia e pressão por mais gastos na OTAN
SBT Brasil
A Conferência de Segurança de Munique começou nesta sexta-feira (13) em Munique, reunindo líderes das principais potências europeias. Neste ano, o principal tema é a relação do continente com os Estados Unidos, aliados históricos que agora enfrentam divergências públicas.
Os países discutem uma ação conjunta mais robusta e maior autonomia militar, após declarações do presidente Donald Trump sobre o controle da Groenlândia, território que pertence à Dinamarca.
A Alemanha confirmou que mantém conversas sobre o arsenal nuclear da França. Ao lado do Reino Unido, os franceses são os únicos da Europa com armas nucleares. O chanceler Friedrich Merz defendeu uma Europa mais autossuficiente, mas também pediu reaproximação com Washington.
"Juntos conseguimos mais. Nem mesmo os Estados Unidos são fortes o suficiente para agirem sozinhos", afirmou Merz.
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, destacou que a Alemanha se comprometeu a ampliar os gastos militares, assim como o Canadá, uma cobrança recorrente de Trump desde que retornou à Casa Branca.
Atualmente, os Estados Unidos contribuem com cerca de 70% do orçamento da aliança militar, responsável pela defesa coletiva dos países-membros.
"Vamos ter uma OTAN com mais liderança europeia, mas os Estados Unidos seguirão ancorados à organização", disse Rutte.









