Polícia

Menino de 8 anos baleado pelo secretário de Itumbiara (GO) morre em hospital

Criança estava internada na UTI após cirurgia; pai, que era secretário de governo, atirou nos filhos e morreu em seguida

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O menino de 8 anos baleado pelo pai, Thales Machado, secretário de Governo da Prefeitura de Itumbiara, no sul de Goiás, morreu nesta sexta-feira (13).

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A criança estava internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital estadual e havia passado por uma cirurgia na tarde anterior, mas não resistiu aos ferimentos. Os disparos ocorreram nesta quinta-feira (12).

De acordo com as autoridades, Thales atirou contra os dois filhos, de 12 e 8 anos, e, em seguida, tirou a própria vida. O filho mais velho chegou a ser socorrido e encaminhado ao hospital, onde recebeu atendimento médico e passou por um procedimento cirúrgico, mas também morreu em decorrência dos ferimentos.

Além de ocupar o cargo de secretário de Governo do município, Thales Machado era genro do prefeito da cidade, Dione Araújo. No momento do crime, a esposa dele e mãe das crianças estava fora da cidade.

Segundo informações iniciais, o crime teria sido motivado por uma suposta traição da esposa. As crianças eram netas do prefeito, Dione Araújo.

A Polícia Civil aguarda os resultados dos laudos periciais e o depoimento de familiares para concluir o inquérito e esclarecer as circunstâncias do caso.

O caso

Thales Machado, secretário de Governo da Prefeitura de Itumbiara, no sul de Goiás, atirou contra os dois filhos, de 12 e 8 anos, matou um deles e, em seguida, cometeu suicídio na madrugada desta quinta-feira (12).

O crime teria sido motivado por uma suposta traição da esposa. As crianças eram netas do prefeito da cidade, Dione José de Araújo.

Segundo o boletim de ocorrência, a equipe policial foi acionada após a recepcionista do condomínio informar que familiares de Thales haviam visto uma publicação dele nas redes sociais.

No post, ele afirmava que mataria os filhos e depois tiraria a própria vida, citando uma suposta traição da mulher, mãe das crianças, como motivação.

Thales Machado e os filhos | Reprodução/Instagram
Thales Machado e os filhos | Reprodução/Instagram

Testemunhas que se dirigiram ao apartamento encontraram Thales deitado sobre a cama, com uma arma sobre o peito. Os filhos estavam feridos por disparos na lateral do crânio.

No interior da residência, a perícia identificou forte odor de gasolina e dois galões vazios, com capacidade aproximada de cinco litros cada. Equipes do SAMU constataram o óbito de Thales no local, e a arma foi recolhida pela perícia técnico-científica.

Imagem exclusiva da arma que teria sido usada por Thales | Reprodução SBT
Imagem exclusiva da arma que teria sido usada por Thales | Reprodução SBT

A Câmara municipal de Itumbiara declarou luto diante do acontecido:

"A Câmara Municipal de Itumbiara decreta luto oficial por dois dias, a partir desta quinta-feira (12/02/2026), em solidariedade à família do Chefe do Poder Executivo Municipal, Exmo. Sr. Dione José de Araújo, diante dos trágicos acontecimentos recentemente registrados no Município.

Durante o período de luto, estão suspensos os atendimentos ao público, bem como as atividades administrativas e legislativas da Casa, mantidos apenas os serviços considerados essenciais.

A Câmara Municipal manifesta seu respeito, solidariedade e profundo pesar neste momento de dor."

Em nota, a Polícia Civil de Goiás afirma:

“A Polícia Civil de Goiás informa que instaurou inquérito policial para apurar os fatos ocorridos na madrugada desta quinta, envolvendo Thales Machado e seus filhos. A investigação é conduzida pelo Grupo de Investigação de Homicídios de Itumbiara (GIH), que já adotou as providências iniciais cabíveis.

A Polícia Civil informa que, neste momento, o caso é tratado como homicídio consumado, seguidos de autoextermínio por parte do autor. Até o presente estágio, não há elementos que indiquem a participação de terceiros.

O GIH acompanhou os trabalhos da perícia técnico-científica até a remoção do corpo e segue em campo com levantamentos, oitivas e requisições periciais, preservando o sigilo do inquérito e respeitando a dor dos familiares.”

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