Corpo de PM encontrada morta com tiro na cabeça é exumado em SP
Exame pode esclarecer trajetória do tiro e circunstâncias da morte da soldado da PM encontrada em apartamento no Brás
SBT Brasil
O corpo da soldado da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi exumado nesta sexta-feira (6) no cemitério de Suzano, na grande São Paulo.
A medida foi autorizada pela Justiça após pedido da Polícia Civil do Estado de São Paulo e do Ministério Público de São Paulo, que investigam as circunstâncias da morte da policial.
Gisele foi encontrada morta no apartamento onde morava com o marido, no bairro do Brás, região central da capital paulista, há pouco mais de duas semanas.
A exumação foi sugerida pelo próprio Instituto Médico Legal para a realização de exames mais detalhados. Segundo os investigadores, análises como trajetória do projétil e posição da arma no momento do disparo podem ajudar a esclarecer se houve suicídio, homicídio ou eventual indução ao suicídio.
Investigadores questionam versão apresentada
De acordo com o relato do tenente-coronel à polícia, ele teria conversado com a esposa logo pela manhã e comunicado que pretendia se separar.
O oficial afirmou que, enquanto tomava banho, ouviu um disparo e encontrou Gisele caída na sala do apartamento.
Investigadores, no entanto, apontam que elementos observados no local levantaram dúvidas sobre essa versão.
Entre os pontos citados está o fato de a pistola ter sido encontrada encaixada na mão da vítima, situação considerada incomum em casos de suicídio, já que a arma geralmente cai após o disparo.
Além disso, policiais também teriam observado que o ambiente estava excessivamente organizado, o que chamou a atenção da equipe que atendeu a ocorrência.
Comportamento após o ocorrido também é investigado
Outro ponto analisado na investigação é o comportamento do tenente-coronel após o disparo.
Segundo relatos colhidos no inquérito, o oficial teria tomado um segundo banho enquanto a esposa recebia atendimento, mesmo após ser advertido por um soldado de que isso não seria recomendado naquele momento.
Também consta no inquérito que o oficial ligou para um amigo que é desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo.
O magistrado teria ido até o local e acompanhado os procedimentos iniciais da ocorrência. A identidade dele ainda não foi divulgada.
Família relatou ciúme excessivo
Familiares da policial afirmaram aos investigadores que Gisele relatava ciúme excessivo do marido e já teria comentado sobre o assunto em outras ocasiões.
A investigação segue em andamento e os resultados da nova perícia devem ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte.









