Brasil tem quase 300 mil bicicletas elétricas em circulação
Ciclistas destacam praticidade e economia das bikes elétricas no deslocamento do cotidiano

As bicicletas elétricas ganharam espaço nas ruas brasileiras e se tornaram uma alternativa para quem busca fugir dos congestionamentos e reduzir os custos com transporte. Segundo levantamento do setor, o país chegou a aproximadamente 284 mil bicicletas elétricas em circulação em 2024, um crescimento superior a 3.600% em relação a 2016.
O avanço desse meio de transporte também é percebido pelo setor comercial. "A bike elétrica surge como oportunidade de solucionar a problemática do trânsito nos centros urbanos", explica Vítor Bon, sócio da loja BAIQ.
Especialistas apontam que o crescimento desse modal está diretamente ligado aos desafios da mobilidade urbana. Para o engenheiro de transportes Glaydston Ribeiro, professor da COPPE/UFRJ, as bicicletas elétricas atendem uma necessidade concreta das grandes cidades, principalmente em deslocamentos curtos que costumam ser caros e demorados.
Segundo o especialista, as bikes podem ajudar a reduzir os congestionamentos, desde que substituam viagens que seriam realizadas por carro, motocicleta ou aplicativos de transporte.
Sucesso depende de infraestrutura
O mercado de bicicletas elétricas acompanha essa popularização e o aumento da procura. Atualmente, o setor movimenta mais de R$ 500 milhões por ano, e a expectativa é de crescimento nos próximos anos.
Com o aumento da frota, cidades como Rio de Janeiro e Niterói também ampliam investimentos em infraestrutura cicloviária. Para especialistas, o sucesso desse modelo depende da expansão de ciclovias seguras, bicicletários, integração com o transporte público e regras claras de circulação e fiscalização.
Na Região Metropolitana do Rio, as bicicletas elétricas têm maior potencial de uso em áreas com alta densidade urbana, como o centro, a zona sul e a Tijuca, na capital fluminense, Niterói e regiões próximas a estações de transporte de alta capacidade.














