Cidades

Caso Ruy Ferraz Fontes: polícia cumpre novos mandados contra investigados no crime

Operação acontece na Praia Grande, litoral paulista, onde aconteceu a execução do ex-delegado

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SBT News
29/09/2025, 09:08 • Atualizado em 29/09/2025, 09:08
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Ruy Ferraz Fontes atuou por mais de 40 anos na Polícia Civil de São Paulo | Divulgação

Ruy Ferraz Fontes atuou por mais de 40 anos na Polícia Civil de São Paulo | Divulgação

A Polícia Civil de São Paulo cumpre, na manhã desta segunda-feira (29), novos mandados judiciais relacionados ao assassinato do ex-delegado-geral da Polícia de São Paulo Ruy Ferraz Fontes, de 64 anos. A operação, segundo as equipes, inclui mandados de busca e apreensão e de prisão.

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Fontes foi morto a tiros na noite de 15 de setembro, momentos após deixar a Secretaria de Administração em Praia Grande, no litoral paulista, onde trabalhava. A execução do ex-delegado aconteceu na Avenida Dr. Roberto de Almeida Vinhas, no bairro Nova Mirim, e foi registrada por câmeras de monitoramento.

Atualmente, os investigadores trabalham com duas possíveis motivações do crime: vingança em razão da atuação de Fontes contra líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) ou retaliação de criminosos pelo trabalho do ex-delegado na Secretaria de Praia Grande. No caso do PCC, Fontes já havia sido ameaçado de mortes por integrantes da facção.

Até o momento, a polícia identificou oito suspeitos de participarem do crime, sendo que quatro já foram presos. O último a ter a entidade revelada foi Umberto Alberto Gomes, de 39 anos. Ele foi identificado por meio de impressões digitais encontradas em uma casa usada pelos criminosos, em Mongaguá, no litoral paulista.

Veja quem são os investigados:

  • Dahesly Oliveira Pires (preso), acusado de ter levado um dos fuzis usados no crime, em Praia Grande (SP), para a Grande São Paulo;
  • Luiz Henrique Santos Batista, conhecido como Fofão (preso), apontado por auxiliar na fuga dos criminosos;
  • Rafael Marcell Dias Simões, o Jaguar, (preso); a SSP não detalhou sua participação na execução;
  • William Silva Marques (preso), dono do imóvel que teria servido como centro de comando dos criminosos;
  • Felipe Avelino da Silva (foragido), conhecido no PCC como Mascherano, teve o DNA encontrado em um dos carros usados no crime;
  • Flávio Henrique Ferreira de Souza (foragido), também teve o DNA encontrado em um dos carros;
  • Luis Antonio Rodrigues de Miranda (foragido), suspeito de ter ordenado que uma mulher fosse buscar um dos fuzis usados no crime;
  • Umberto Alberto Gomes (foragido), digitais dele foram encontradas numa segunda casa usada pelos criminosos em Mongaguá.

Quem era Ruy Ferraz Fontes?

Formado em Direito pela Faculdade de São Bernardo do Campo, com pós-graduação em Direito Civil, Ruy Ferraz Fontes ocupou cargos de destaque na Polícia Civil de São Paulo, como Delegado Geral de Polícia, diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital, além de ter atuado em unidades como o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Fontes ganhou notoriedade no início dos anos 2000, quando, à frente do Deic, foi o primeiro delegado a investigar a atuação da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no estado de São Paulo. Entre 2019 e 2022, à frente da Delegacia Geral, liderou a transferência de chefes da facção para presídios federais, visando reduzir o poder da facção dentro das prisões.

Ao todo, Fontes dedicou mais de 40 anos à Polícia Civil na capital paulista. Ele estava atualmente aposentado da instituição, exercendo a função de secretário de Administração em Praia Grande. Nas últimas semanas, chegou a demonstrar incômodo pela falta de proteção, dizendo que estava investigando um possível esquema de licitações na Baixada Santista, que envolvia o PCC.

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